A General Motors está em negociações preliminares para uma possível fusão com a Chrysler, de acordo com informações do New York Times. Segundo o jornal, as conversas entre a direção da GM e o Cerberus Capital Management, o fundo de private equity (especializado na compra de participações em empresas) que assumiu o controle da Chrysler no ano passado, começaram há cerca de um mês, e não se pode afirmar se algum acordo será fechado.

Ao mesmo tempo em que negocia com a GM, a Chrysler mantém conversas com outras grandes montadoras, como a Renault-Nissan, diz ainda o jornal.

A GM e a Chrysler, junto com a Ford, dominaram durante longo tempo o mercado de automóveis americano, até a chegada das montadoras japonesas e de outros países. Se uma fusão poderia salvar as duas empresas, que atravessam graves problemas financeiros, ainda é cedo para saber. Por isso mesmo, além desse tipo de negociação, as montadoras buscam saídas mais imediatas. Uma delas poderia ser a liberação do pacote de ajuda de US$ 25 bilhões prometido pelo governo americano. Porém, integrantes do governo George W. Bush reafirmaram nesta semana que pode demorar entre 6 e 18 meses até a conclusão do trabalho de redação da lei e a liberação dos empréstimos. O setor automobilístico quer que os empréstimos comecem a ser liberados já em janeiro.

As empresas afirmam que suas necessidades de capital se tornaram ainda mais urgentes após as turbulências do mercado de ações desta semana. Na quinta-feira, a General Motors e a Ford viram o preço de suas ações despencar 31% e 22%, respectivamente. Com a deterioração atual do quadro econômico, a agência de classificação de risco Standard & Poor's disse que há uma grande possibilidade de GM e Ford, além da Chrysler, pedirem concordata. A GM e a Ford, porém, afirmaram que não estudam pedir concordata.

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