SÃO PAULO - As montadoras norte-americanas General Motors (GM) e Chrysler iniciaram programas de demissão e aposentadoria voluntária que têm como alvo dezenas de milhares de funcionários em suas unidades nos Estados Unidos. O plano, já negociado com a United Auto Workers (UAW), entidade que representa os trabalhadores do setor nos EUA, prevê o pagamento de uma quantia em dinheiro aos funcionários, mais um vale no valor de US$ 25 mil para compra de um automóvel.

No caso da GM, o pagamento em dinheiro deve ser de US$ 20 mil. Na Chrysler, o pagamento deve variar de US$ 50 mil a US$ 75 mil.

A ideia das montadoras é substituir esses trabalhadores por novos empregados que aceitem salários menores que os US$ 28 por hora recebidos atualmente pelos metalúrgicos.

A decisão faz parte das iniciativas das empresas para se tornarem mais competitivas em relação as rivais asiáticas e europeias. No dia 17 de fevereiro, elas devem fazer uma apresentação ao governo americano para justificar que ainda merecem ter direito ao empréstimo de US$ 17,4 bilhões aprovado pelo ex-presidente George W. Bush no final do ano passado.

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