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GM e Chrysler apresentam planos de reestruturação a Washington

Os construtores automobilísticos americanos General Motors e Chrysler devem apresentar nesta terça-feira seus respectivos planos de reestruturação a Washington, na tentativa de convencer sobre os avanços obtidos desde dezembro e justificar as ajudas liberadas pelo governo; caso contrário não está excluída a possibilidade de uma concordata sob supervisão federal.

AFP |

A agenda foi fixada no final de 2008, quando Washington aceitou conceder 9,4 bilhões de dólares à General Motors (GM) e 4 bilhões à Chrysler: os dois gigantes, em grave situação financeira, foram intimados a apresentar um plano estratégico detalhado até 31 de março e um relatório parcial até essa terça-feira, 17 de fevereiro.

Se fracassarem em convencer sobre sua viabilidade, as somas antecipadas deverão ser reembolsadas e os 7 bilhões de dólares extras prometidos, cancelados.

Segundo fontes próximas ao caso citadas pelo Wall Street Journal, a GM pretende pedir recursos extras, ou, em caso negativo, uma garantia federal para recorrer à lei de quebras, que permitirá à empresa se reestruturar sob determinadas condições.

Além destas dificuldades da GM, o sindicato do setor UAW suspendeu no final de semana, segundo o Detroit News, as discussões sobre as novas concessões salariais, um dos pontos-chaves do plano de reestruturação.

Neste ponto, o principal conselheiro do presidente Barack Obama, David Axelrod, destacou domingo no canal Fox News que "a situação é difícil, e todo mundo deve continuar empreendendo esforços para encontrar uma solução".

Sobre a possibilidade de quebra, ele insistiu na tecla em que a GM e a Chrysler "devem se reestruturar, recusando-se a especular sobre as modalidades".

A opção da falência é muito delicada politicamente, diante das potenciais demissões em jogo, até 3 milhões de empregos diretos e indiretos, num momento em que a crise econômica já destruiu milhões de empregos nos EUA.

Mas, segundo vários analistas, as condições apresentadas à GM e à Chrysler são quase impossíveis de realizar no tempo.

"Há um nível de complexidade muito elevado para fechar rapidamente diversos elementos do plano, principalmente porque o aval das partes envolvidas -credores, UAW, concessionárias- não está garantido", disse Gregg Lemos-Stein, analista da Standard and Poor's.

Ele vê, por consequência, um risco elevado na declaração de falência de, pelo menos, um dos dois construtores".

Neste contexto, não é impossível que o governo dê mais um prazo à GM e à Chrysler, comentou Michelle Krebs, analista da Edmunds.

Por sua vez, a GM e a Crysler multiplicaram anúncios desde dezembro, dando a impressão de estarem se empenhando para mostrar ao governo que estão tomando decisões e explorando todas as possibilidades, resumiu.

A GM anunciou, inclusive, esta semana, duas medidas destinadas a seus dirigentes e a seus operários. O grupo espera reduzir em 31.500 seus efetivos nos EUA, ficando com 65.000-75.000 pessoas até 2012. A GM também disse que espera conseguir negociar sua dívida com seus credores.

A Chrysler, que possuía ainda 46.000 empregados no fim de 2008, anunciou demissões. A empresa está negociando uma parceria com a italiana Fiat, prevendo ceder-lhe uma participação de 35%.

A Chrysler garantiu avanços em suas negociações com empresas terceirizadas, credores e o UAW.

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