A General Motors (GM) e a Chrysler aceleram o ritmo das discussões de fusão, já que as duas empresas tem recebido forte apoio de bancos de outros potenciais credores que estão ansiosos para verem um acordo fechado, segundo pessoas familiares com o assunto. A GM, que deve apresentar nas próximas semanas resultados desanimadores no terceiro trimestre, quer que o acordo seja fechado até o final de outubro, disseram essas fontes.

O JP Morgan Chase e o Cerberus Capital Management são duas grandes empresas envolvidas no negócio. O Cerberus é o proprietário da Chrysler e o JP Morgan é um dos maiores credores tanto da Chrysler quanto da GM.

O Cerberus quer adquirir participação na empresa que resultar da combinação entre GM e Chrysler, segundo as fontes. Já o JP Morgan está aconselhando a Chrysler nas discussões, disse outra pessoa. Até agora, GM e Chrysler estão longe de firmar um acordo, disseram fontes ligadas às negociações. Certos membros da comissão de diretores da GM continuam dando ao acordo uma recepção fria. Além disso, ainda não está claro se um elemento-chave das conversações - a troca da Chrysler pela participação de 49% da GM na GMAC LLC - vai acontecer, dizem as fontes.

Ainda assim, a direção da GM está discutindo uma potencial aquisição da Chrysler e altos executivos continuam otimistas sobre a possibilidade da fusão GM-Chrysler. Enquanto muitos analistas do setor têm criticado a potencial fusão, a GM acredita que pode cortar mais de US$ 10 bilhões em custos de sinergia com um eventual acordo, além de obter acesso à significativa posição em dinheiro de aproximadamente US$ 11 bilhões na qual a Chrysler está sentada.

O porta-voz da GM, Tony Cervone, não quis fazer comentários sobre o assunto, assim como seu colega do Cerberus. No pregão regular desta quinta-feira, as ações da GM fecharam a US$ 6,40, em alta de 2,89%.

Enquanto não chega a um acordo com a Chrysler, a General Motors segue tentando cortar custos, em meio à grande queda nas vendas que vem enfrentando nos Estados Unidos. A empresa anunciou ontem que vai demitir 1,5 mil trabalhadores horistas nos Estados de Delaware e Michigan nos próximos meses, de acordo com informações do jornal The Detroit News.

Um porta-voz da empresa disse ao diário que, com a queda na demanda por automóveis, serão demitidos 700 funcionários da linha de montagem de caminhões da unidade Pontiac em 2 de fevereiro. Outros 400 trabalhadores da unidade de Hamtramck perderão seus empregos no dia 12. Ali são fabricados os automóveis Buick Lucerne e Cadillac. Ambas as unidades estão no Michigan.

Em Wilmington (Delaware), 400 trabalhadores serão demitidos da linha de montagem dos automóveis Saturn. A companhia informou as demissões ao sindicato dos trabalhadores na indústria de automóveis dos Estados Unidos no dia 29 de setembro. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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