WASHINGTON - A General Motors afirmou em um comunicado que os US$ 2 bilhões em fundos adicionais que pediu ao governo dos Estados Unidos não serão necessários no momento. Um porta-voz da companhia observou que a GM ainda precisa do dinheiro, mas não imediatamente como antecipado.

Os recursos fazem parte dos US$ 16,6 bilhões em novos empréstimos federais que a empresa solicitou no mês passado, quando apresentou seu plano de reestruturação ao Departamento do Tesouro dos EUA.

"Esse fato reflete a aceleração dos amplos esforços de redução de custos da companhia, bem como o adiamento voluntário de gastos previamente antecipados em janeiro e fevereiro", disse a companhia no comunicado.

A montadora, que está com dificuldades para evitar a concordata em meio à queda das vendas globais, está sobrevivendo com um empréstimo federal de US$ 13,4 bilhões obtido em dezembro. A força-tarefa do governo de Barack Obama para as montadoras tem até o dia 31 de março para decidir se concede à GM novos empréstimos.

A capacidade da GM de sobreviver sem um aporte imediato de recursos alivia certa pressão para que a força-tarefa tome uma decisão. Elementos importantes do plano de reestruturação da GM, como concessões por parte do sindicato United Auto Workers (UAW) e de detentores de bônus, permanecem sem solução, enquanto a GM mantém negociações com os dois grupos.

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