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GM diz que não fará demissões no Rio Grande do Sul

SÃO PAULO - O vice-presidente da General Motors no Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, disse nesta quarta-feira que a montadora não fará demissões na unidade de Gravataí (RS), desmentindo boatos que chamou de terrorismo fantasioso de que haveria cortes também na fábrica gaúcha. A unidade de Gravataí não tem funcionários temporários, ao contrário da de São José dos Campos (SP), onde a GM confirmou 744 demissões na segunda-feira, antecipando o fim desses contratos.

Agência Estado |

Os boatos de que a montadora prepararia até 1,6 mil demissões no Rio Grande do Sul cresceram enquanto a companhia fazia as dispensas em São Paulo, segundo ele.

Pinheiro Neto reiterou que as demissões em São José dos Campos foram motivadas pelo comportamento do mercado, que "desabou" em outubro, comprometendo a previsão do setor de produzir 3,2 milhões de veículos no Brasil em 2008. O setor reduziu o número para 2,5 milhões de unidades, o que a GM prevê também para 2009. Todos os cortes foram de funcionários com contratos temporários de um ano, prorrogáveis pelo mesmo período, ressaltou Pinheiro Neto.

A GM admitiu, em meados de 2008, aproximadamente 2,5 mil temporários nas duas fábricas de São Paulo. "Tivemos um adicional que não estava sendo devidamente utilizado", afirmou. O complexo da GM em Gravataí - que inclui a montadora e seus fornecedores diretos - tem 5,3 mil empregados e produziu 189 mil veículos em 2008.

Questionado sobre as críticas de que a GM reduziu pessoal apesar do benefício dado ao setor com a redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Pinheiro Neto disse que todo o corte de imposto foi transferido ao preço do carro. "Não houve acréscimo no nosso lucro", afirmou. "O consumidor embolsou este benefício", acrescentou, sobre os descontos aplicados aos preços.

Mesmo com a redução do imposto, o mercado não recuperou o ritmo de 3,2 milhões de unidades, comparou ele. Sem a redução de IPI, a situação seria significativamente pior, avaliou Pinheiro Neto. Ao comentar as vendas no começo de janeiro, ele citou que o final de semana de promoções na GM representou 8 mil unidades negociadas, um recorde em três dias.

Em função do corte de IPI, todos os modelos responderam "positivamente", segundo ele, mas o Celta - produzido em Gravataí - é o que cresce de maneira mais expressiva. Em 2008, as vendas da GM geraram 23% de participação de mercado no Rio Grande do Sul.

Sobre as negociações de centrais sindicais e governo em busca de garantias de emprego, o executivo disse que a proposta é "inviável". De acordo com ele, há espaço para medidas estruturais de apoio ao setor, como corte de juros e reforma tributária, mas "garantia (de emprego) é o mercado".

A GM fará nova etapa de férias coletivas em Gravataí entre 26 de janeiro e 9 de fevereiro. O período foi reduzido em relação à previsão inicial, o que significará cinco dias a mais de produção em janeiro. A companhia começou a realizar ajustes de produção em outubro em Gravataí. Naquele mês, a unidade operou durante 20 dias, com apenas três dias de parada. Em novembro, a montadora teve apenas um dia de produção e, em dezembro, foram cinco.

Ele acrescentou que a GM se comprometeu a readmitir com preferência os temporários dispensados se houver alteração do mercado e reafirmou investimentos de US$ 1,5 bilhão no Brasil em quatro projetos, entre os quais US$ 500 milhões em São José dos Campos, incluindo o lançamento de dois veículos, e US$ 200 milhões na fábrica de motores de Joinville (SC), cuja entrada em operação está prevista para 2011.

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