Washington, 19 dez (EFE).- Os três maiores fabricantes americanos de automóveis (General Motors, Ford e Chrysler) agradeceram a concessão de US$ 17,4 bilhões em ajudas federais anunciados hoje pelo presidente George W.

Bush e se comprometeram a aproveitar a oportunidade para se reestruturarem.

"Agradecemos que o presidente tenha estendido uma ponte financeira neste momento crítico para o setor americano do automóvel e a economia de nossa nação", assinalou General Motors, em comunicado emitido instantes após Bush terminar seu anúncio.

"Esta ação ajuda a manter muitos empregos e apóia a manutenção das operações da GM e seus numerosos provedores, concessionários e pequenas empresas que dependem de nós em todo o país", acrescentou o maior fabricante americano de automóveis.

A Chrysler, que como a GM necessita de bilhões de dólares de forma imediata para manter suas operações, expressou também sua satisfação com a decisão da Casa Branca.

Seu presidente, Bob Nardelli, agradeceu "em nome dos homens e mulheres da Chrysler" à administração do presidente Bush e ao Departamento do Tesouro "por sua confiança na companhia".

"Assinamos uma carta de intenções que detalha os requisitos específicos que se devem conseguir", disse Nardelli, acrescentandoque "a Chrysler está comprometida a cumprir esses requisitos".

Nardelli também emitiu uma carta aberta a todos os empregados da companhia na qual confirma que Chrysler receberá um empréstimo de US$ 4 bilhões e que antes de 31 de março de 2009 o Governo federal tem que aprovar o plano de reestruturação da companhia ou devolver os recursos.

Na carta, Nardelli explicou que o grupo Cerberus, acionista majoritário da companhia, "acordou renunciar a qualquer benefício que pudesse criar o empréstimo ponte e qualquer outra ajuda governamental que a companhia possa obter".

Ford, o segundo fabricante de automóveis americano e que não solicitou ajuda financeira a Washington, também expressou sua satisfação pela concessão de ajuda financeira a seus rivais.

"Todos na Ford apreciamos a prudente medida que tomou a administração para responder os problemas no curto prazo de liquidez da GM e Chrysler", destacou a Ford em comunicado.

"O setor do automóvel americano é muito interdependente e a decisão de um de nossos concorrentes teria um efeito dominó que poria em perigo milhões de empregos e danificaria ainda mais a já frágil economia americana", acrescentou a companhia.

A Ford não solicitou ajuda financeira como GM ou Chrysler, mas pediu a Washington uma linha de crédito de até US$ 9 bilhões.

O presidente da Ford, Alan Mulally, afirmou que "para a Ford, a linha de crédito serviria apenas como uma salvaguarda contra a piora das condições". EFE crd/jp

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