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GM esquece crise em festa de aniversário

A crise vivida pela General Motors nos EUA, com prejuízos próximos a US$ 70 bilhões desde 2005, foi esquecida na festa do centenário, comemorado ontem. Para driblar o baixo astral, resultado dos fechamentos de fábricas, demissões e até previsões de falência, a empresa focou o evento na apresentação oficial do Volt, carro elétrico que, nas palavras do presidente mundial da GM, Rick Wagoner, representa a reinvenção do automóvel.

Agência Estado |

" O carro, criado por 200 engenheiros, chegará ao mercado americano no início de 2011 e, segundo a GM, possibilitará economia de US$ 8 mil por ano em gasolina.

Seu preço será competitivo diante de um similar a gasolina, limitou-se a informar o presidente da GM do Brasil, Jaime Ardila, que não descartou a importação. "Se o mercado brasileiro quiser, estaremos preparados para trazê-lo, mas teremos de esperar o preço baixar um pouco."

No discurso que fez em Detroit, Wagoner ressaltou a liderança mundial da marca, mantida nos últimos 77 anos, e ignorou o fato de estar este ano atrás da Toyota. O evento foi transmitido ao vivo para as fábricas dos 33 países onde o grupo tem produção.

Em São Caetano do Sul (SP), 300 trabalhadores foram destacados para assistir a uma apresentação, também ao vivo, do diretor de marketing da filial, Samuel Russell, e a um depoimento gravado de Ardila, com direito a uma cena do grupo aplaudindo e desejando feliz aniversário em português. Russel mostrou parte de um carro-conceito desenvolvido no Brasil e que será exposto no Salão do Automóvel, em outubro. Entradas ao vivo também ocorreram nas fábricas da Alemanha, México e China.

"Não é a primeira vez que enfrentamos dificuldades e queremos mostrar que temos todos os fundamentos para vencer a situação", disse Ardila, ao justificar a ausência de menções à crise. "Nos próximos 100 anos, os líderes de mercado serão os que conseguirem crescer mais nos países emergentes, desenvolver tecnologias alternativas de combustível e veículos com melhor design, conforto e segurança."

Wagoner ressaltou o crescimento alcançado pela GM nos países emergentes, como China, Brasil e Rússia, um trunfo em relação à Toyota, que não é forte nessas regiões. A GM tem hoje 60% das vendas em mercados fora dos EUA. Apesar de profunda, Ardila acha que a crise nos EUA "será curta", ao contrário do que deve ocorrer na Europa, onde "pode ser ainda mais forte". No Brasil, acredita ele, o impacto será pequeno.

O executivo reafirmou que o grupo negocia com a matriz a liberação de US$ 1 bilhão para renovar toda a linha de produtos até 2012, período em que promete 18 lançamentos. O dinheiro virá de recursos próprios. Já está em desenvolvimento no País uma família de veículos, chamada de Projeto Viva, com versões que serão feitas em São Caetano e na Argentina. "É um produto 100% desenvolvido no Brasil", disse.

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