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Giro baixo distorce preço do dólar, que sobe para 2,279

SÃO PAULO - A moeda norte-americana começou a semana com valorização sobre o real. No entanto, a baixa liquidez do dia tira a representatividade da alta, na visão de analistas.

Valor Online |

Segundo o operador de mercados futuros da Terra Futuros, Daniel Negrisolo, a oscilação da taxa em dias como o de hoje acontece descolada de fundamento. "Só operou quem realmente precisava fechar alguma operação", resume, lembrando que os agentes aguardam o retorno dos negócios em Wall Street para tomar posições.

Compras no final do pregão puxaram o preço do dólar comercial para R$ 2,277 na compra e R$ 2,279 na venda, alta de 0,66% sobre o valor de fechamento da sexta-feira.

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda avançou 0,64%, fechando a R$ 2,2785. O giro financeiro somou US$ 159,25 milhões, cerca de 28% menor que o observado na sexta-feira. Já o giro interbancário ficou em US$ 520 milhões, quase 90% abaixo do montante negociado na sexta.

Exemplificando também a falta de liquidez, Negrisolo aponta que de US$ 10 bilhões a US$ 15 bilhões são negociados em contratos de dólar futuro por dia na BM & F. Só que hoje, pouco mais de US$ 2,5 bilhões foram transacionados.

Saindo do dia-a-dia, o operador aponta que o dólar continua respeitando um piso de curto prazo de R$ 2,25. E em direção contrária, o limite de alta estaria em R$ 2,5.

Segundo Negrisolo, os agentes aguardam uma definição de rumo no mercado de commodities, em especial para o prego do petróleo, e também estão de olho nos desdobramento dos pacotes de estímulo à economia e revitalização do setor financeiro nos Estados Unidos.

Ainda de acordo com o especialista, a evolução da crise passa a ganhar mais importância que os dados econômicos, que perdem relevância devido à dificuldade de se traçar e manter previsões e cenários.

O Banco Central continuou fora do mercado à vista, porém realizou o terceiro leilão para a rolagem dos swaps que vencem em março. A operação movimentou US$ 1,85 bilhão.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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