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Gilmar Mendes manda libertar Marcos Valério

BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, concedeu ontem liminar em habeas corpus para livrar da prisão o publicitário Marcos Valério. Valério estava preso desde 17 de outubro passado, quando a Polícia Federal realizou a Operação Avalanche com o objetivo de desbaratar uma quadrilha acusada de praticar extorsão, fraudes fiscais e corrupção.

Valor Online |

Segundo a PF, a quadrilha era composta por empresários e funcionários públicos que atuavam em São Paulo e em Minas Gerais.

Além de Valério, Mendes também determinou a soltura de seu ex-sócio Rogério Lanza Tolentino e dos agentes da PF Paulo Endo e Daniel Ruiz Balde. Eles estavam presos na Penitenciária II de Tremembé, em São Paulo.

O presidente do STF justificou a decisão alegando que é entendimento do tribunal de que os acusados em operações da PF só devem ser mantidos presos caso seja necessário para manter a condução das investigações, ou na hipótese de eles apresentarem riscos à sociedade. Mendes considerou que os argumentos da 6ª Vara de Santos para que eles fossem mantidos presos - o risco de a quadrilha prejudicar as investigações - eram " fortemente especulativos " .

Anteontem, Mendes determinou a soltura do delegado federal Sílvio de Oliveira Salazar, envolvido na mesma operação. Na segunda-feira, ele liberou outros três integrantes da PF da prisão que também estavam envolvidos na Operação Avalanche.

Marcos Valério é um dos principais personagens do escândalo do mensalão que, em 2005, resultou na abertura de investigações contra vários integrantes da base aliada do governo Lula no Congresso e na cassação do mandato do deputado José Dirceu, que foi ministro-chefe da Casa Civil entre 2003 e aquele ano. Em agosto de 2007, o STF aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal contra os 40 mensaleiros. Entre eles estava Valério e Tolentino, dois envolvidos na Operação Avalanche.

De acordo com a denúncia do mensalão, a agência SMP & B, de Marcos Valério, separava quantias em dinheiro, expedia ofícios para o Banco Rural e essa instituição financeira autorizava saques na boca do caixa em Brasília para deputados ou por seus emissários. O esquema consistiria, assim, na compra de apoio político no Congresso.

(Juliano Basile | Valor Econômico )

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