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Gestores mantêm investimento em emergentes, aponta Merrill Lynch

SÃO PAULO - Apesar da acentuada queda no preço do petróleo e outras matérias-primas e uma declarada preferência dos gestores de fundos pelos ativos dos Estados Unidos, a exposição dos investidores aos mercados emergentes não caiu de forma significativa durante o mês de agosto. Tal constatação pode ser tirada da Pesquisa com Gestores de Fundos Emergentes, feita mensalmente pelo banco de investimentos Merrill Lynch.

Valor Online |

A sondagem aponta que os gestores estão com posição neutra em relação aos emergentes, ou seja, não estão com posição nem acima nem abaixo da média em comparação com o seu referencial. Por outro lado, 38% dos gestores pretendem ficar mais expostos ao mercado acionário norte-americano nos próximos 12 meses, e 53% acreditam que o dólar ganhará força.

A pesquisa global captou uma melhora nas expectativas de crescimento econômico e lucro das companhias depois das mínimas registradas em julho, mas ainda assim, 52% dos gestores esperam fraco crescimento nos próximos 12 meses.

A sondagem específica sobre emergentes também transmite tal visão. Depois de julho, quando 100% dos gestores apostavam em lucros piores, a pesquisa de agosto mostrou uma melhora, com tal percentual recuando para 89%.

Como nas sondagens anteriores, os gestores continuam dando preferência aos temas de investimento relacionados ao mercado interno das nações emergentes. E eles seguem avaliando que o mercado de ações está de precificado de forma justa.

Os emergentes da Europa, Oriente Médio e África (EMEA, na sigla em inglês) seguem liderando a preferência dos gestores, com 39% das indicações positivas. Em julho o percentual era de 50%.

A repulsa à América Latina diminuiu, mas a região continua com 11% das indicações negativas. Os investidores também estão menos avessos à Ásia, com a rejeição caindo de 38% em julho, para 22% em agosto.

Quando questionados sobre qual dos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) é o preferido para investimentos, a Rússia segue na liderança com 33% das indicações positivas. A visão sobre o Brasil piorou. O país, que vinha de visão neutra em julho, passou a ostentar 11% das indicações negativas. Tal percentual de respostas negativas também é apresentado pela China e pela Índia.

Apesar da queda no preço do petróleo, os gestores emergentes seguem com posições acima da média (overweight - OW) no setor de energia, mas reduziram a exposição. A aversão às matérias-primas diminuiu, o que fica perceptível pelo menor número de gestores com posições abaixo da média do mercado (underweight - UW) no setor.

De julho para agosto a exposição ao Brasil aumentou, mas o país perdeu uma posição no ranking dos emergentes onde os gestores mantêm as maiores posições OW. O país aparece agora na quarta colocação, com 28% das indicações OW. Mês passado, o Brasil estava empatado com a Turquia, que agora está na terceira colocação com 39% das respostas.

O país onde os gestores têm maior exposição é a Rússia, com 56% das respostas OW. Em julho, a confiança do país era ainda maior, com 75% das indicações. Parte desses investidores pode ter migrado para a Tailândia, que viu suas posições OW subir de 13% para 44%, o que coloca o país na segunda colocação.

Os gestores reverteram suas posições no México e Indonésia, que saíram de posição líquida UW, para OW de 6% e 11%, respectivamente.

O Chile continua como o menos preferido, com 61% das respostas UW, logo depois está a Malásia, que tomou o lugar da Índia com o segundo maior número de indicações UW (56%). O posicionamento da Índia melhorou bastante, com o número de respostas UW caindo de 75% em julho, para 22% em agosto.

Foram entrevistados 161 gestores na pesquisa global, responsáveis por US$ 432 bilhões, entre os dias primeiro e sete de agosto.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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