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Gestoras de fundos de pensão são suspeitas de fraude na Argentina

Buenos Aires, 22 out (EFE) - A Justiça argentina ordenou hoje uma série de revistas às sedes das dez administradoras de fundos de aposentadoria e pensão (AFJP) que operam no país, investigadas por suposta fraude à Administração Pública.

EFE |

Fontes judiciais informaram que o juiz Claudio Bonadio ordenou esses procedimentos no marco de uma causa iniciada por uma denúncia feita na terça-feira pelo titular da Unidade Fiscal de Investigação da Previdência Social, Guillermo Marijuan.

As ações buscam obter informação sobre as últimas operações feitas pela AFJP, firmas controladas majoritariamente por bancos e seguradoras de capitais europeus, americanos e argentinos.

Na terça-feira à tarde, Bonadio havia notificado às dez AFJP que atuam na Argentina que não poderão operar no mercado no prazo de sete dias para não modificar a composição de sua carteira de investimentos, com fundos de 98 bilhões de pesos (US$ 30,6 bilhões), aplicados principalmente em títulos públicos e em ações.

A proibição judicial foi emitida depois que o juiz admitiu uma denúncia apresentada por Marijuan, que acusou as AFJPs de liquidar subitamente seus bônus diante do iminente repasse de seus fundos ao sistema estatal por uma reforma que o Governo argentino propôs oficialmente na terça-feira.

O crime do qual as administradoras são acusadas é punido com penas que vão de dois a seis anos de prisão.

Marijuan apresentou a queixa quando os bônus soberanos argentinos, parte deles nas mãos das AFJPs, sofreram fortes perdas pelas vendas em massa realizadas desde segunda-feira, quando foi divulgado que o Governo pretendia transferir os fundos acumulados na aposentadoria privada ao sistema estatal.

As três maiores administradoras da Argentina são Orígenes (controlada pela holandesa ING Insurance), Met (da americana Metropolitan Life) e Consolidar (do grupo espanhol BBVA), que reúnem 47% dos 9,5 milhões de filiados à aposentadoria privada.

Também operam no mercado outras firmas controladas por sindicatos, associações profissionais e cooperativistas da Argentina (Arauca, Unidos, Futura, Previsol e Profesión+Auge); Máxima, do grupo inglês HSBC, e Nación, do estatal Banco Nación da Argentina.

EFE nk/db

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