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Gerentes da Toyota vão comprar carros

A Toyota Motor informou ontem que cerca de 2.200 gerentes poderão comprar carros da companhia até o fim do ano financeiro que acaba em 31 de março, em um esforço voluntário para ajudar a companhia a atenuar a deterioração do lucro.

Agência Estado |

A maior montadora de veículos do mundo deve sofrer seu primeiro prejuízo operacional, atingida por acentuada queda na demanda por carros no mundo. As receitas devem recuar 18% em relação ao ano anterior.

"Não é uma decisão da empresa, mas os gerentes aparentemente criaram um programa voluntário em uma reunião informal", afirmou Keisuke Kirimoto, porta-voz da montadora.

Em esforços de cortes de custos, a Toyota já proibiu horas extras em fábricas e vai manter cerca de 35 mil metalúrgicos no Japão em casa, recebendo salário reduzido por dois dias durante os meses de fevereiro e março.

A estratégia vai marcar a primeira vez que a Toyota, que já foi a empresa mais lucrativa do Japão e é conhecida por estilo administrativo conservador, manterá funcionários em casa com objetivo de reduzir salários.

Empregados de montadoras japonesas são informalmente encorajados a comprar os produtos de suas empresas em vez de companhias rivais como forma de demonstrar lealdade, mas é raro eles atuarem em um esforço organizado para ajudar a levantar o resultado.

Uma década atrás, funcionários da Yamaichi Securities tentaram interromper a queda meteórica do preço da ação da companhia por meio de uma compra voluntária de papéis da empresa, dias antes da corretora de 100 anos de existência entrar em colapso.

As dez maiores fabricantes de carros do mundo anunciaram até agora pouco mais de 35 mil cortes de empregos em todo o mundo. Os maiores afetados são os trabalhadores temporários, mas muitas fábricas ao redor do mundo também implantaram o programa de demissão voluntária, férias coletivas ou diminuição da carga horária.

Os prejuízos no setor ultrapassam os US$ 30 bilhões , segundo analistas.

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