Depois de entrar no mercado de aços planos com seu projeto de chapas grossas, a Gerdau agora estuda sua estréia no segmento de bobinas a quente, aço plano usado em máquinas e equipamentos. Em apresentação realizada ontem, o vice-presidente executivo da Gerdau Açominas, Manoel Vitor de Mendonça Filho, afirmou que a companhia poderá produzir no mínimo 2,4 milhões de toneladas de bobinas a quente ao ano.

A decisão sobre o investimento deve ser tomada até o final do ano. "Acreditamos na demanda de certos segmentos da indústria", afirmou.

Segundo o executivo, a Açominas poderá construir um terceiro alto-forno para atender à nova linha, elevando a capacidade de produção de aço líquido de 5 milhões de toneladas ao ano para 8,5 milhões de toneladas. "O projeto incluirá também a produção de aços longos." Recentemente, a companhia aprovou a ampliação da produção de aço líquido na Gerdau Açominas de 4,5 milhões de toneladas para 5 milhões de toneladas.

No futuro, a empresa estuda atingir um volume de 13,5 milhões de toneladas de aço líquido. "Mas essa etapa será trabalhada mais para frente", afirmou. Para abastecer a unidade de minério de ferro, a companhia estuda a construção de uma pelotizadora para processar o minério extraído por ela em Minas Gerais, nas minas de Miguel Burnier e de Várzea do Lopes. Ambas devem produzir 7 milhões de toneladas ao ano até meados de 2010, suficiente para atender à demanda atual da empresa por minério.

Mesmo assim, novos investimentos em mineração serão necessários para atender à demanda. A Gerdau tem acesso a 1,8 bilhão de toneladas de recursos minerais em suas reservas em Minas Gerais. Essas minas poderão abastecer também unidades da Gerdau em outros países nos próximos anos.

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