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Companhia diz que vai focar em sua atividade-fim, que é a produção de aço

A siderúrgica Gerdau desistiu de participar do consórcio que vai construir e operar a central hidroelétrica de Belo Monte, um polêmico projeto apoiado pelo Governo na região amazônica, anunciou nesta segunda-feira a companhia.

"Neste momento de retomada da demanda por aço, nos diferentes mercados de atuação da companhia, deve focar seus investimentos na sua atividade-fim, que é a produção de aço", disse a empresa em comunicado, no qual citou como referência um estudo de viabilidade de participação no projeto.

A represa de Belo Monte terá um custo de US$ 10,6 bilhões, gerará em média 4.571 megawatts por hora e alcançará um teto de 11.233 megawatts nas épocas de maior cheia do rio Xingu, um dos principais afluentes do Amazonas.

Além disso, será feito investimento de R$ 1,5 bilhão para diminuir o impacto socioambiental, e outros R$ 2 bilhões em projetos para o desenvolvimento sustentado do rio Xingu.

Diferentes grupos de ambientalistas, inclusive com a participação de celebridades estrangeiras como o diretor canadense de cinema James Cameron, protestaram em várias ocasiões pelos impactos ecológicos do projeto.

Esta semana, o consórcio Norte Energia, do qual a Gerdau fazia parte, deverá entregar à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) os documentos para a constituição da sociedade operadora.

O consórcio é integrado pelas companhias Chesf, Queiroz Galvão, Galvão, Mendes Júnior, J. Malucelli Construtora, Contern Participações e Comércio, Cetenco Engenharia, Serveng-Civilsan e Gaia Energia e Participações.

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