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Geração hidrelétrica e nuclear são alternativas à emissão de gases

RIO - As hidrelétricas e usinas nucleares são as únicas possibilidades viáveis atualmente de substituir empreendimentos geradores de gases do efeito estufa para a produção de energia elétrica. A opinião é de Patrick Moore, ambientalista canadense e um dos fundadores do Greenpeace, para quem iniciativas como os painéis solares e os moinhos eólicos não tem a regularidade necessária para garantir o abastecimento em larga escala.

Valor Online |

Moore, que participou do XII Congresso Brasileiro de Energia, no Rio, afirmou que hoje a energia nuclear responde por cerca de 15% do total gerado no mundo. Segundo ele, as atuais 439 usinas deste tipo existentes espalhadas pelo globo poderiam chegar a 600 nos próximos anos como forma de dar suporte à demanda por energia sem aumentar significativamente a emissão de gases poluentes na atmosfera.

O canadense, que atua como consultor, não poupou críticas aos antigos colegas ambientalistas, que lutaram contra a construção das usinas nucleares a partir dos anos 70, estimulando o surgimento de alternativas mais poluentes, como as térmicas a carvão.

"Muitos países interromperam as atividades de usinas nucleares por causa dos nossos protestos, e eu não me sinto bem com isso", frisou Moore, citando como exemplo a Alemanha, que segundo ele interrompeu a construção de unidades nucleares, investiu em processos alternativos como os moinhos para produção de energia eólica e compra, anualmente, US$ 3 bilhões em energia da França, gerada, na maior parte, por usinas nucleares.

"Os movimentos ambientalistas se constituíram em uma das maiores barreiras ao uso da energia limpa. São contrários às hidrelétricas, às usinas nucleares e até contra a energia eólica", ressaltou Moore.

O ambientalista se mostrou realista em relação à substituição dos combustíveis fósseis e afirmou que não há possibilidade de se abrir mão de produtos como o petróleo ou o gás natural. Neste sentido, o ex-vice-presidente norte-americano, Al Gore, não escapou de uma alfinetada.

"O Al Gore diz que a meta é eliminar os combustíveis fósseis no curto prazo. Não sei como uma pessoa sã pode dizer isso, apesar do Nobel. Mas ele diz", destacou Moore.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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