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Geração de emprego cresceu 131% até março, diz Ipea

Segundo o instituto, no primeiro trimestre foram criadas, em média, 657 mil vagas; no mesmo período de 2009, média foi de 284 mil

Sabrina Lorenzi, iG Rio de Janeiro |

A geração de empregos nas principais metrópoles brasileiras mais que dobrou no primeiro trimestre deste ano. Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) feito para o iG mostra que de janeiro a março foram criadas, em média, 657 mil vagas, um salto de 131% em relação ao mesmo período de 2009. O cálculo foi feito com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

É o maior saldo de postos de trabalho que o mercado de trabalho já absorveu em um começo de ano, segundo a série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), iniciada em 2002 pelo IBGE. Mais cedo, foi grafado erradamente que o crescimento havia sido de 231%.

Geração de empregos

Média de vagas criadas no primeiro trimestre de cada ano desde 2004 (em mil unidades)

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Fonte: Ipea

 

Para chegar ao resultado, o Ipea somou a população empregada em cada mês e dividiu esse número por três. A média da população ocupada no primeiro trimestre deste ano foi de 21,674 milhões. Em 2009, o número foi de 21,017 milhões. As 657 mil vagas criadas em média neste ano são a diferença entre esses dois dados.

"Havia uma demanda reprimida por mão de obra no País. Os empresários estavam esperando para contratar quando estivessem certos de que a economia deslancharia. Ao confirmarem isso, o mercado de trabalho disparou”, afirmou o coordenador de Estudos do Mercado de Trabalho no Rio do Ipea no Rio de Janeiro, Lauro Ramos.

Além disso, segundo o economista, o governo adotou medidas de incentivo ao consumo que preservaram a mão de obra em lugares essenciais, como na indústria de transformação. O crédito em alta também contribuiu para tamanho resultado. Ramos, contudo, pondera que o crescimento de três dígitos do total de vagas em 2010 também está relacionado à base fraca de comparação. No primeiro trimestre de 2009, a média de geração de empregos foi de apenas 284 mil vagas, bem abaixo das 634 mil registradas em 2008.

O IBGE divulgou nesta quinta-feira que o emprego cresceu 3,8% em março em relação ao mesmo mês do ano passado. O mercado de trabalho não cresce apenas em números, mas também em qualidade, já que o total de trabalhadores com carteira assinada aumentou ainda mais no período. O avanço foi de 7,8%.

São 10 milhões de pessoas formalizadas no mercado de trabalho num total de 21,7 milhões de pessoas que trabalham nas regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE. Ramos observa que todas as variáveis do mercado vem melhorando nos últimos meses, a exemplo do nível de ocupação, renda e taxa de desemprego.

O desemprego no mês em questão foi o menor para um mês de março. A taxa alcançou 7,4% da População Economicamente Ativa (PEA) em 2010. Em 2009, o nível de desemprego foi de 9%.

Expansão deve continuar

Para especialistas, o aumento de 0,75 ponto percentual dos juros básicos da economia, anunciado na quarta-feira, para 9,5% ao ano, não vai interromper o ciclo de expansão por que passa o mercado de trabalho. Ramos espera um crescimento expressivo do emprego em abril, após os números comemorados de março.

“A perspectiva do mercado de trabalho daqui para frente continua positiva. O aumento de juros não deve abortar esse crescimento; é um processo que deve continuar persistente”, diz Antônio Ambrozio, gerente da área de pesquisa e acompanhamento econômico do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Além dos fatores externos que contribuíram para alimentar a contratação de mão de obra pelas empresas, o mercado tem se autoalimentado com o aumento da renda”, acrescenta Ramos. O IBGE mostra que a renda média do trabalhador cresceu 1,5% em março em relação ao mesmo mês do ano passado. Na construção civil, que emprega cada vez mais trabalhadores por causa do aquecido mercado imobiliário e das obras de infraestrutura, o rendimento disparou 11% neste período.

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