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General Motors e Toyota decidem suspender produção na Tailândia

SÃO PAULO - A General Motors (GM) e a Toyota anunciaram nessa quinta-feira que vão cortar a produção em suas fábricas da Tailândia. Em mais um movimento das montadoras em resposta às quedas nas vendas do setor, as duas companhias afirmaram que a paralisação dessas plantas é necessária para diminuir os custos operacionais e reorganizar as contas das empresas.

Valor Online |

A GM anunciou que a sua fábrica na cidade tailandesa de Rayong, na qual são produzidas anualmente 130 mil unidades, fechará por dois meses, a partir de metade de dezembro. Os planos da empresa envolvem o pagamento de 75% por cento dos salários de seus funcionários durante o tempo de paralisação, e a demissão de 258 funcionários.

A Toyota também vai parar uma fábrica na Tailândia, cuja produção anual chega a 200 mil unidades por ano. A companhia é a mais forte do país, mas em outubro registrou queda de 21% nas vendas, em comparação ao mesmo período do ano passado. O resultado foi pior do que o recuo de 15% das vendas do mercado total.

"Há sinais de desaquecimento não somente na Tailândia, mas em todos os mercados que são destino de exportações", afirmou um representante da empresa.

Uma particularidade do país, no entanto, é a crise política na qual a Tailândia está mergulhada, que tem refletido, inclusive, nos indicadores de confiança do consumidor.

Anteontem o presidente da GM, juntamente com os da Chrysler e da Ford, pediram ajuda ao Congresso dos EUA alegando estarem "à beira de um colapso". A pressão é para que o governo norte-americano empreste US$ 25 bilhões do pacote de US$ 700 bilhões aprovado para o setor financeiro. No último trimestre, o balanço da GM registrou perdas de US$ 4,2 bilhões. As ações da companhia chegaram a valer apenas US$ 2,52 durante o pregão de ontem , no nível mais baixo em mais de 60 anos.

Em situação também crítica, a Toyota anunciou ontem que vai paralisar a produção nos EUA e Canadá durante dois dias, além do calendário já estabelecido para dezembro, e demitir 250 empregados temporários. Só em outubro, a queda das vendas da companhia nos EUA chegou a 23%. De março a setembro, a empresa acumulou cortes de mais de 20% na sua força de trabalho temporária, passando de 8.800 trabalhadores, para 6.800 no país.

(Vanessa Dezem | Valor Online com agências internacionais )

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