O construtor americano General Motors anunciou nesta quinta-feira que vai recorrer a demissões, sem dar cifras, para enfrentar suas dificuldades financeiras, uma vez que seu programa de demissões voluntárias não está sendo considerado suficiente, segundo carta enviada aos empregados.

Citando um mercado automotivo "degradado" e "perspectivas preocupantes" para a economia mundial, a direção da GM "está tomando medidas em nível mundial para responder a nossa crescente necessidade de conservar liqüidez", diz a carta divulgada no site do Wall Street Journal.

A General Motors recorrerá, portanto, a demissões "a partir do final de 2008 e começo de 2009", segundo a direção.

No começo de outubro, a agência de classificação financeira Standard and Poor's havia diagnosticado que a GM poderia enfrentar sérios problemas de tesouraria a partir do próximo ano.

A empresa acumulou mais de 66 bilhões de dólares em perdas desde 2005.

Informações da construtora indicavam dias atrás que a GM e Chrysler buscavam completar um acordo de fusão nas próximas dos semanas, ou antes ds eleições presidenciais de 4 de novembro.

Nem a GM nem a Chrysler confirmaram negociações de fusão, mas também não as negaram.

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