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Geithner vai liderar supervisão do setor automobilístico

O presidente americano, Barack Obama, vai encarregar seu secretário do Tesouro, Timothy Geithner, de pilotar diretamente a reestruturação da indústria automobilística, ainda à beira do abismo apesar da ajuda do Estado.

AFP |

A Casa Branca decidiu não nomear um administrador federal para supervisionar o redirecionamento dos construtores abastecidos pelo Estado como previsto até aqui, indicou nesta segunda-feira à AFP uma fonte que pediu anonimato.

"Não haverá um 'czar do automobilístico'", afirmou a fonte na véspera da apresentação pela General Motors (GM) e da Chrysler de seus planos de reestruturação, que precisam do aval de Washington.

Em vez disso, o presidente Obama vai confiar a tarefa a seu grande financista, Timothy Geithner, acompanhado do conselheiro econômico na Casa Branca Lawrence Summers.

O secretário do Tesouro, já no centro das obras de redirecionamento de uma economia americana em seu pior momento desde os anos 30, terá uma equipe de especialistas de diversas agências do governo (Economia, Trabalho, Transportes, Comércio, Energia).

Sempre segundo a mesma fonte, Ron Bloom, ex-banqueiro de negócios e especialista em reestruturação, que se tornou conselheiro próximo do presidente do sindicato da indústria United Steelworkers, fará parte do grupo.

A mudança representa uma surpresa relativa: a idéia de um czar havia sido bem recebida quando a GM, a Ford e a Chrysler foram a Washington pedir ajuda de urgência, sob ameaça de falência no início de 2009.

No fim de 2008, GM e Chrysler receberam juntas um total de 17,4 bilhões de dólares: 4 bilhões para a Chrysler, e o resto para a GM (9,4 bilhões diretamente e 4 bilhões via sua filial de serviços financeiros GMAC). A Ford recusou garantiu, então, que poderia se reestruturar sozinha.

A Casa Branca espera da GM e da Chrysler que elas anunciem terça-feira progressos concretos desde à ajuda de dezembro, e que elas justifiquem assim as somas antecipadas, antes de uma prestação de contas exaustiva exigida até 31 de março.

Se eles fracassarem em convencer o governo da pertinência de seus planos, as somas antecipadas deverão ser reembolsadas e os 7 bilhões de dólares extras prometidos, anulados, o que dá pouca margem de manobra além dos recursos ao regime de falências para GM e/ou Chrysler.

Desde dezembro, a GM e a Chrysler multiplicaram os anúncios de reestruturação, com a GM divulgando nesta segunda-feira medidas tomadas na Europa.

Segundo a imprensa americana, a GM pretende pedir na terça-feira uma ajuda pública suplementar ou, em caso de recusa, decretar falência com a garantia do Estado.

col-/lm/sd

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