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Geithner presta juramento como secretário do Tesouro

Washington - O economista Timothy Geithner, ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de Nova York, fez o juramento hoje como secretário do Tesouro dos Estados Unidos, após o Senado confirmar sua nomeação depois de um acalorado debate.

EFE |

Com 60 votos a favor e 34 contra, o Senado confirmou Geithner no cargo, apesar de, durante o debate que antecedeu a aprovação, alguns democratas e republicanos terem questionado sua credibilidade pelo fato de não ter pagado a tempo os impostos que devia no início desta década.

Alguns também criticaram seu papel na elaboração do plano de resgate de Wall Street, idealizado pela Administração do ex-presidente George W. Bush.

Getty Images

Novo secretário prevê dificuldades

Duas horas depois da aprovação, Geithner prestou seu juramento ao cargo em cerimônia liderada pelo presidente Barack Obama, que destacou a urgência de adotar medidas para resolver a crise econômica.

"Não podemos perder um só dia, porque o panorama econômico se torna cada dia mais obscuro", afirmou Obama.

"Estamos no momento de maior desafio para a economia e para nosso país", disse Geithner ao promover seus esforços para iniciar o plano de estímulo anunciado pelo presidente Obama.

Durante a audiência de confirmação no Comitê de Finanças do Senado, na quarta-feira passada, Geithner pediu desculpas pelos "erros" cometidos na declaração de renda, e afirma que pagou ao Serviço de Rendas Internas, subordinado ao Tesouro, os US$ 34 mil que devia, mais juros.

O novo secretário do Tesouro trabalhou no Fundo Monetário Internacional (FMI) entre 2001 e 2004, e, apesar de ter pagado os impostos em 2001 e 2002, após uma auditoria, quitou o resto da dívida pouco antes de ser indicado pelo presidente Barack Obama.

Esse problema acabou custando hoje o apoio de Charles Grassley, o republicano mais proeminente do Comitê, assim como de Jeff Sessions e Susan Collins, que afirmaram que sua consciência não permitia que apoiassem o ex-presidente do Fed de Nova York.

Os três republicanos ressaltaram que a falta de pagamento de impostos não é algo leve, que a lei tributária é aplicada da mesma forma a todos, e que os Estados Unidos precisam de alguém que ajude a resgatar a confiança do público no Governo.

No entanto, o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, assegurou que "não há ninguém mais bem preparado" que Geithner para impulsionar a nova agenda econômica.

A contínua crise hipotecária, a incerteza em Wall Street e o congelamento de crédito são uma "tempestade econômica" que requer a liderança "tenaz, decisiva e sábia" de Geithner, assegurou Reid.

Já o democrata Dick Durbin ressaltou: "É claro que a economia está ruim" e "precisamos da liderança (de Geithner)" para sair da crise.

Geithner, de 47 anos, assumirá as rédeas do Departamento do Tesouro e terá que conduzir o plano de resgate financeiro de US$ 700 bilhões aprovado pelo Congresso em outubro. Por isso, na última quarta-feira deixou entrever que tomará medidas "muito drásticas" para responder aos problemas que afligem os bancos.

Em declarações enviadas ao Comitê, Geithner assegurou que, por enquanto, o Governo de Obama "não tem planos para solicitar mais recursos".

Mas, se precisar, alegou que "seremos muito claros sobre por que os recursos são necessários, como pensamos em utilizá-los e quais são os objetivos que esperamos alcançar".

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