O secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, voltou a ser pressionado pelo Congresso para fornecer mais detalhes sobre o plano de resgate aos bancos anunciado na terça-feira. Muitos de nós queremos um plano que seja apresentado de forma clara, direta e detalhada, mas não foi isso que vimos ontem, disse o senador republicano Jeff Sessions.

"Entendo completamente que vocês queiram detalhes e comprometimentos, mas nós vamos fazer isso de forma cuidadosa para que não tenhamos de corrigir mais para frente", disse Geithner, sem dar maiores explicações.

Geithner deu a entender que a Casa Branca pode ser forçada a pedir mais recursos ao Congresso para estabilizar o sistema financeiro. O Tesouro dispõe de US$ 320 bilhões restantes do plano de resgate aos bancos original, o Tarp, aprovado em setembro. Na terça-feira, Geithner anunciou um plano que prevê a injeção de mais de US$ 2 trilhões no sistema financeiro. Os principais pontos do plano são a criação de um fundo público-privado para a compra de até US$ 1 trilhão em ativos tóxicos dos bancos e um programa de até US$ 1 trilhão para reativar o mercado de crédito ao consumidor e a empresas.

Além disso, o governo vai injetar mais capital em bancos atingidos pela crise. Boa parte dos US$ 2 trilhões deve vir de investidores privados e do Fed (Banco Central dos EUA). O Tesouro indica que terá de destinar mais dinheiro aos bancos. Ou seja, teria de lançar um novo programa, o Tarp II.

"Se mais recursos forem necessários vocês precisam informar o comitê antes que comecemos a elaborar o orçamento", disse Kent Conrad, presidente do comitê de orçamento do Senado.

Geithner disse que iria informar o Congresso "o mais rápido possível" e que a necessidade de recursos adicionais para o Tarp depende do teste de estresse que será feito com os bancos, para determinar a saúde financeira de cada um.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, tentou minimizar a importância da reação negativa do mercado ao plano. "É importante não nos fixarmos na reação do mercado em um ou dois dias."

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