SÃO PAULO - Indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para a secretaria do Tesouro, Timothy Geithner disse nesta quarta-feira em audiência no comitê de finanças do senado que o novo governo prepara um novo plano de resgate ao sistema financeiro norte-americano, que será divulgado nas próximas semanas. Ele não deu detalhes aos senadores, alegando que isso permitiria ganhos antecipados de alguns investidores em Wall Street. De acordo com Geithner, que até agora ocupava a presidência do Federal Reserve de Nova York, um apoio adicional é preciso porque a crise ainda está longe de terminar.

Ele disse ainda que o dinheiro deverá ser usado com o intuito de restaurar o funcionamento normal do mercado de crédito. O indicado para secretário do Tesouro afirmou apenas que pretende trabalhar mais próximo do Fed e da Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), entidade que garante os depósitos bancários dos correntistas nos Estados Unidos.

Apesar de ter participado da elaboração e da alocação da primeira parcela de US$ 350 bilhões do plano de resgate de US$ 700 bilhões do sistema financeiro criado do ano passado, Geithner disse que pretende fazer diversas mudanças neste programa. "Nós temos que reformar os fundamentos do plano para garantir que exista crédito suficiente disponível para permitir a recuperação (econômica)", afirmou aos congressistas.

Ao falar sobre seus problemas com recolhimento de impostos, que chegaram a ser citados como uma ameaça à sua nomeação para o cargo, Geithner assumiu a responsabilidade por ter deixado de pagar mais de US$ 30 mil em tributos relacionados à previdência social e assistência de saúde enquanto era funcionário do Fundo Monetário Internacional (FMI). Ele disse que tratou-se de "falta de cuidado" e que era algo "evitável", mas que foi "sem intenção".

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