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O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, anuncia hoje os detalhes do plano do governo de Barack Obama para remover os chamados ativos tóxicos do sistema financeiro americano, estimados em US$ 1 trilhão, com ajuda de investidores privados, informou ontem o Departamento do Tesouro. O anúncio foi confirmado por meio de um comunicado.

"Amanhã (hoje), o Tesouro anuncia detalhes dos próximos passos: o programa público-privado de investimentos no qual serão formados com injeção de capital privado fundos que vão constituir um mercado para os valores dos empréstimos que estão atualmente pendurados no sistema financeiro."
Geithner também deve detalhar os mecanismos de injeção de liquidez em bancos com problemas e de outras iniciativas que devem incrementar o mercado de crédito.

Diminuir ativos tóxicos é considerado fundamental para a recuperação do sistema financeiro americano, já que atualmente eles atrapalham os balanços dos bancos e impedem que as entidades financeiras concedam créditos normalmente. Christina Romer, uma das principais assessoras econômicas do presidente, antecipou que Geithner alcançará esse objetivo usando parte do que resta do pacote de ajuda de US$ 700 bilhões para tentar convencer os investidores privados a comprar os ativos podres e a segurá-los até que o sistema se recupere. O capital privado deve ir para fundos públicos para alavancar os recursos.

Christina acrescentou que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) e a Federal Deposit Insurance Corp. também injetarão mais capital, mas sem especificar o montante.

O plano, segundo os dados já antecipados por assessores econômicos de Obama, se apoia em três eixos: atração de capital privado para adquirir ativos atrelados a títulos imobiliários, criação de uma agência pública que contaria com o respaldo da Corporação Federal Seguradora de Depósitos, e que teria como missão a compra e a manutenção desses ativos, e a expansão de um mecanismo do Fed conhecido como Talf, para que inclua os ativos tóxicos mais antigos.

Christina não acredita que o anúncio hoje venha a derrubar o mercado financeiro como ocorreu quando Geithner apresentou o esboço inicial do plano no mês passado.

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