SÃO PAULO - O secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, enfrentou novas críticas ao comparecer no congresso dos Estados Unidos, um dia depois de divulgar o plano para resgatar o setor financeiro. Diante dos parlamentares, o representante da gestão Obama foi pressionado para detalhar as ações do Tesouro.

"O mercado deixou claro que certeza e estabilidade são bens de grande demanda. Infelizmente, não foi o que nós recebemos ontem", pontuou o senador republicano Jeff Sessions.

Ontem, as bolsas americanas fecharam com queda expressiva em meio à desaprovação dos agentes ao plano do Tesouro, criticado pela falta de detalhes. Geithner anunciou uma composição de esforços, cujas linhas gerais já eram conhecidas em grande parte.

Apesar da pressão, Geithner limitou-se a dizer que o Tesouro continua explorando estruturas para o desenvolvimento de novos programas e comprometeu-se a trabalhar com os legisladores para acertar especificidades.

Ele observou que seria errado expor detalhes do programa para ajudar os bancos antes de eles estarem prontos. "Isto significa que haverá desapontamento até o nível dos detalhes estar correto. Eu consigo conviver com isso", afirmou o secretário do Tesouro dos EUA.

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