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GB: milhares de demissões, mas Brown vislumbra nova ordem mundial

Em meio aos anúncios de cortes de milhares de empregos na Grã-Bretanha, o primeiro-ministro Gordon Brown advertiu nesta segunda-feira que a crise não deve servir de desculpa para se refugiar no protecionismo e afirmou que uma nova ordem mundial aparecerá após a recessão.

AFP |

A Grã-Bretanha, que semana passada entrou oficialmente em recessão econômica, acordou nesta segunda-feira com o anúncio de que a Corus, maior empresa siderúrgica da Europa, demitirá 3.500 funcionários no mundo, dos quais 2.500 nesse país.

Somente neste ano, diversas empresas no país, desde fabricantes de roupas a montadoras, passando pela empresa de telecomunicações British Telecom (BT) e os bancos - cujas ações despencaram, arrastando a libra, anunciaram milhares de demissões.

Neste contexto desanimador, Brown advertiu mais uma vez nesta segunda-feira que a única solução para a crise passa pela coordenação internacional e lançou uma advertência para as pessoas que, usando o argumento da crise, apostam no protecionismo.

Em um discurso aos correspondentes estrangeiros em Londres, Brown destacou que é necessária uma ação global para uma rápida recuperação da economia e lançou novas críticas contra o protecionismo.

"Assim como alguns querem, podemos fechar os mercados, de capital, serviços financeiros, comerciais e trabalhistas, e assim reduzir os riscos da globalização", declarou Brown.

"Mas isso reduziria o crescimento mundial, nos negaria os benefícios do comércio mundial e mandaria milhões de pessoas à pobreza", alertou.

"Poderíamos ver as ameaças e os desafios que estamos enfrentando atualmente como um início difícil de uma nova ordem mundial e nossa tarefa atual como a transição para os lucros de uma empresa global em expansão, mediante um novo internacionalismo", declarou Brown, que na sexta-feira reconheceu que não havia vislumbrado o alcance desta crise.

Os dados oficiais confirmaram na sexta-feira que a Grã-Bretanha está em recessão.

O primeiro-ministro antecipou que pedirá aos países que façam os ajustes necessários para um futuro melhor e estabeleçam as novas normas para uma nova ordem mundial, durante a Cúpula do G20, o grupo dos principais países industrializados e emergentes do mundo, que será realizada em 2 de abril em Londres.

No plano político, as demissões e a recessão custaram muito a Brown: o apoio popular ao primeiro-ministro e seu governo retrocedeu, e os conservadores estão em vantagem agora sobre os trabalhistas, por 15 pontos, revelaram pesquisas divulgadas neste domingo.

Semana passada, o governo de Brown divulgou um novo plano de resgate bancário para garantir a concessão de créditos, mas não parece ter conseguido devolver a confiança nem aos bancos nem aos consumidores britânicos, muitos menos aos eleitores.

ame/lm/fp

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