O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, deixou Londres para um giro no Golfo, durante o qual tentará convencer seus interlocutores a apoiar financeiramente os países afetados pela crise, constatou um jornalista da AFP que viaja com ele.

O essencial das discussões, durante toda esta viagem de quatro dias, deve ser dedicado à crise financeira e à queda dos preços do petróleo, prejudicial às monarquias petroleiras do Golfo.

Brown deve sugerir aos chefes de Estado que contribuam para o aumento das reservas do Fundo Monetário Internacional (FMI), o que já vinha defendendo nesta semana, para evitar uma propagação da crise.

O primeiro-ministro britânico deve, no entanto, se deparar com uma viva resistência. A Organização dos Países Exportadores de Petróelo (Opep) já disse que não tem como reabastecer os países ocidentais.

Esta viagem antecipa a cúpula inédita dos chefes de Estado dos grandes países industrializados e emergentes (G20) em Washington em 15 de novembro, destinada a discutir a reforma do sistema financeiro internacional e na qual os Estados do Golfo serão representados pelo rei Abdallah da Arábia Saudita.

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