MOSCOU - A companhia russa Gazprom anunciou neste domingo que aumentará o preço do gás à Ucrânia em 2009 para US$ 450 por cada mil metros cúbicos, a tarifa mais alta imposta até agora ao País vizinho.

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  • "Esperemos que a proposta de vender o gás ao preço de US$ 450 traga a Ucrânia o mais rápido possível à mesa de negociações", disse às agências russas o presidente da Gazprom, Alexei Miller.

    Miller disse que esta tarifa se compõe do preço do gás russo para os países do leste europeu menos o custo de seu trânsito por território ucraniano até Europa, segundo a agência "RIA Novosti".

    A Gazprom suspendeu, na quinta-feira, 1º de janeiro, a provisão de gás à Ucrânia após na chegar a um acordo com a companhia ucraniana Naftogaz sobre o preço de seu combustível em 2009 e as tarifas de seu trânsito pelo território ucraniano.

    Ao mesmo tempo, acusou a Naftogaz de roubar gás exportado por seu território à Europa e aumentou o bombeamento através de Belarus e Turquia para compensar a diferença.

    Vários países do centro e do leste europeu sofreram reduções no abastecimento de gás russo por causa da nova "guerra do gás" entre Rússia e Ucrânia, como a que afetou as exportações a vários estados europeus no início de 2006.

    Antes de romper as negociações na quarta-feira, 31 de dezembro, Moscou propunha à Ucrânia elevar o preço do gás de US$ 179,5 por mil metros cúbicos em 2008 para US$ 250 em 2009, mantendo a tarifa de passagem em US$ 1,7 para o transporte de cada mil metros de gás por 100 quilômetros de percurso.

    Kiev pedia a manutenção do preço de 2008, aceitando, no máximo, seu aumento até US$ 235 dólares, se a tarifa de transito também subisse.

    Miller ressaltou que a Ucrânia recusou todas as propostas russas e que a Naftogaz também não voltou às negociações após as ameaças russas de elevar o preço a US$ 370 e, posteriormente, a US$ 418 por cada mil metros cúbicos.

    Durante a guerra verbal, a Naftogaz acusou hoje a Rússia de reduzir em um sexto o bombeamento de gás para a Europa.

    Ambos os países pedem a mediação da União Européia, que até agora não entrou no conflito, embora tenha exigido a Moscou e Kiev que resolvam o mais rápido possível seu litígio comercial.

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