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Gávea anuncia o fim da sociedade com Harvard

SÃO PAULO - A gestora de recursos Gávea Investimentos anunciou o fim da sociedade com o fundo de investimentos da Universidade de Harvard. A Harvard Management Company, um dos maiores endowments (gestor do capital da universidade, como doações e anuidades) do mundo, com patrimônio de US$ 30 bilhões, tinha 12,5% do capital da Gávea desde dezembro de 2007.

Valor Online |

Apesar de ter desfeito a sociedade, a Harvard manterá recursos nos fundos da gestora brasileira.

No comunicado enviado a cotistas, com versões em inglês e português, a Gávea informa que " houve uma mudança no alto escalão da HMC, que gerou uma visão diferente sobre a participação acionária do fundo em gestores em nível global " . O sócio da Gávea, Amaury Bier, afirma que a saída nada tem a ver com o mercado local de gestão de recursos, mas com uma decisão estratégica da nova direção da Harvard, de repensar seus investimentos. " Isso não seria possível sem a nossa concordância; chegamos a um entendimento bastante razoável " , diz.

Bier informou que os mais de 20 sócios da Gávea, entre eles o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, voltam a deter 100% do capital, mas não revelou os valores envolvidos.

Quando o acordo foi fechado, quem comandava os investimentos de Harvard era o economista Mohamed El-Erian, que havia trocado o maior fundo de renda fixa do mundo, o Pimco, pela empresa da universidade. Mas ele deixou o cargo pouco depois, no início de 2008. Em 1º de julho, Jane Mendillo assumiu como CEO. Diferentemente de El-Erian, com histórico de mercado financeiro, Mendillo fez carreira administrando recursos de universidades, tanto em Harvard quanto no Wellesley College. Consultada na terça-feira, a assessoria de imprensa de Harvard não quis comentar a decisão.

No comunicado, a Gávea informa que a saída " não terá qualquer efeito sobre a equipe de gestão da Gávea (...). Além disso, o fato em nada interfere nos investimentos que empresas afiliadas da HMC fazem nos fundos da Gávea " .

As universidades americanas tiveram pesados prejuízos com a crise. Harvard perdeu 22% de seus ativos apenas entre 30 de junho e o início de novembro. Como seu patrimônio era de US$ 36,9 bilhões em junho, calcula-se que suas perdas sejam de US$ 8 bilhões. A universidade projeta prejuízo de 30% no ano fiscal que se encerra em junho de 2009, que seria seu pior resultado em 40 anos. Mas as baixas podem ser ainda maiores considerando ativos que não têm cotação pública e cujo valor ainda não está claro, como imóveis ou participações em empresas fechadas.

(Alessandra Bellotto e Tatiana Bautzer | Valor Econômico)

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