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Gastos com petróleo levam déficit dos EUA para o nível mais alto em 16 meses

Washington, 11 set (EFE).- O déficit comercial dos Estados Unidos aumentou 5,7% em julho em relação a junho, alcançando US$ 62,2 bilhões, o valor mais alto desde março de 2007 e que acabou sendo maior que o esperado por causa do preço recorde do petróleo.

EFE |

As informações publicadas hoje pelo Departamento de Comércio revelam que o alto gasto com as importações petrolíferas contrabalançou o efeito positivo que, de outra forma, teria tido o aumento nas exportações.

O setor exportador é uma das poucas notas positivas no atual panorama econômico americano.

A maior parte dos analistas calculou que o desequilíbrio em julho seria menor, em cerca de US$ 58 bilhões.

Entre janeiro e julho, o déficit comercial americano, que inclui bens e serviços, totalizou US$ 419,86 bilhões, acima dos US$ 415,679 bilhões do mesmo período do ano anterior.

Os preços do petróleo alcançaram um recorde histórico em julho, o que fez com que o valor que os EUA pagam pelo petróleo que importam alcançasse US$ 51,4 bilhões no mês citado, 13,7% a mais que em junho.

Espera-se que a queda nos preços do barril de petróleo, que agora está sendo cotado por cerca de US$ 100, tenha um impacto positivo sobre o déficit dos EUA nos próximos meses.

As importações de veículos e bens de consumo diminuíram um pouco em julho, enquanto outras duas categorias (alimentos e bebidas, e bens de capital) aumentaram um pouco, em uma demonstração de que a debilitada economia americana está reduzindo a demanda por produtos de outros países.

As exportações de bens e serviços americanos aumentaram 3,3% em julho, para alcançarem o valor recorde de US$ 168,1 bilhões.

O superávit dos países da União Européia (UE) em seu comércio de bens com os EUA aumentou 33,8% em julho com relação ao mês anterior e ficou em US$ 11,035 bilhões.

Nos sete primeiros meses de 2008, o superávit do bloco europeu com os EUA foi de US$ 56,129 bilhões, abaixo dos US$ 60,788 bilhões do mesmo período do ano anterior.

Os países da UE geram um pouco mais de 11% do déficit no comércio exterior de bens dos EUA, que somou nos sete primeiros meses deste ano US$ 502,235 bilhões.

No caso da América Latina e do Caribe, o aumento do superávit em julho em comparação ao mês anterior foi de 17,9%, para US$ 9,96 bilhões.

Esta região contabilizou entre janeiro e julho 11,7% do déficit total do comércio de bens dos EUA O México, que está associado ao seu vizinho e ao Canadá no Acordo de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta), representou nos sete primeiros meses do ano 8,1% do superávit comercial da América Latina e do Caribe com os EUA.

Enquanto isto, o superávit dos países asiáticos aumentou 22,4% em julho e chegou a US$ 32,572 bilhões.

Estes países acumularam um superávit de US$ 193,016 bilhões durante os primeiros sete meses do ano, em comparação aos US$ 207,229 bilhões do mesmo período de 2007.

Os países da Ásia e do Pacífico, entre eles a Austrália, contabilizam quase 38,4% do déficit no comércio exterior de bens dos EUA.

Apenas um país desta região, a China, representa 28% do déficit total no comércio americano de bens.

O déficit com a China aumentou 16,1% em julho em relação a junho, alcançando os US$ 24,9 bilhões, e superou ligeiramente o recorde alcançado no ano passado. EFE tb/fal

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