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Gastos com cortes na operação mantêm OceanAir no vermelho

SÃO PAULO - Os custos envolvidos na redução das operações da OceanAir, em abril e maio, deverão impedir que a empresa aérea obtenha resultados positivos até o fim do ano, segundo José Efromovich, diretor geral da companhia. As mudanças recentes, contudo, contribuíram para melhorar resultados operacionais, segundo o executivo.

Valor Online |

A OceanAir demitiu 800 funcionários, reduziu a frota em 14 aviões e deixou de atender 12 cidades há cerca de três meses. O encolhimento foi necessário, segundo Efromovich, para eliminar operações mais problemáticas e evitar que elas se tornassem mais deficitárias diante do aumento vertiginoso dos custos do combustível.

Além dos gastos com demissões e fechamentos de bases, a OceanAir também assumiu o custo da devolução de um Boeing 767 a uma empresa de arrendamento antes do término do contrato. Os outros aviões - dois 767, um 757, três 737 e sete Brasílias da Embraer - foram transferidos à outras empresas ou, no caso dos Brasílias, vendidos. A empresa também teve despesas para realocar 40 mil passageiros após a redução da malha.

Foi um baque, mas foi a decisão acertada , afirma Efromovich, irmão do presidente da companhia, German Efromovich. Segundo ele, a reestruturação permitiu o alcance do lucro operacional. Mas os custos decorrentes dela não permitem ainda que a linha final do balanço seja azul. A empresa não divulga dados. Em 2006, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), teve perda de R$ 87 milhões e receita de R$ 186 milhões.

Segundo a OceanAir, entre abril e julho a companhia elevou a receita obtida por assento-quilômetro em cerca de 40%, para R$ 21. A taxa de ocupação em julho foi de 76%, contra 59% em abril - a Agência Nacional de Aviação Civil ainda não divulgou os dados oficiais do período.

Atualmente, a OceanAir voa para 25 cidades com uma frota de nove aviões Fokker 100, de 100 lugares. A empresa possui mais cinco deles que não estão em operação após a redução da malha, mas, segundo Efromovich, dois voltarão à ativa nos próximos meses. Em 2009, a empresa espera incorporar aviões Airbus 319 e 320 novos e maiores que os Fokker, para rotas mais movimentadas. Ainda estamos estudando quando e quantos receberemos , diz. A OceanAir faz parte do grupo Synergy, que também controla a aérea colombiana Avianca, cuja receita foi de cerca de US$ 1,6 bilhão em 2007.

(Roberta Campassi | Valor Econômico)

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