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Gasto dos consumidores americanos sofre a maior contração em 28 anos

Washington, 25 nov (EFE) - A despesa dos consumidores nos Estados Unidos teve no terceiro trimestre sua maior redução em 28 anos e a taxa de atividade econômica se contraiu para 0,5% ao ano, segundo informou hoje o Departamento de Comércio americano. O Governo do presidente George W. Bush, que já recebeu US$ 700 bilhões do Congresso para sustentar os mercados financeiros, anunciou hoje outros programas no valor de US$ 800 bilhões para estimular o crédito e a compra de ativos vinculados às hipotecas de alto risco.

EFE |

Há um mês, em seu cálculo inicial, o Governo tinha indicado que entre julho e setembro o ritmo anual de atividade econômica tinha diminuído 0,3%.

A correção de hoje representa a maior contração desde a queda de 1,4% no terceiro trimestre de 2001, quando o país se encontrava no final da última recessão.

No segundo trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu a uma taxa anual de 2,8%.

Nos últimos quatro trimestres, o PIB real cresceu 2%, segundo os números oficiais, e os dados atuais indicam que no quarto trimestre do ano a contração será de 4%.

A despesa dos consumidores, que nos EUA representa mais de dois terços do PIB, caiu 3,7% no terceiro trimestre, a primeira restrição em 17 anos e a maior desde o segundo trimestre de 1980, quando o país estava em outra recessão.

Em meio à perda de empregos, à depreciação dos investimentos e de suas propriedades imobiliárias, à execução de hipotecas, à restrição do crédito e aos colapsos de bancos, os consumidores tiveram uma redução da renda disponível no último trimestre.

Essa foi a maior redução da renda disponível, depois do pagamento de impostos, desde 1947, quando esse dado começou a ser registrado.

Um dos poucos dados brilhantes do panorama econômico dos EUA no último ano - o crescimento das exportações - também sofreu um revés entre julho e setembro: as vendas ao exterior cresceram a uma taxa anual de 3,4%, em lugar dos 5,9% previstos.

No trimestre anterior, o ritmo anual de aumento das exportações tinha sido de 12,3%, e a desaceleração reflete uma menor demanda externa de bens americanos à medida que a crise financeira global se intensificou.

O relatório de hoje mostrou que os construtores de casas reduziram sua despesa em 17,6% entre julho e setembro, a 11ª redução trimestral consecutiva.

A maioria dos analistas acredita que o Fed voltará a afrouxar sua política monetária na reunião do Comitê de Mercado Aberto de 16 de dezembro, ou talvez atue antes para reduzir a taxa básica de juros de curto prazo, que está em 1%.

O Fed iniciou a redução de juros em setembro de 2007, quando a taxa de referência estava em 5,5%.

O índice de desemprego se encontra em 6,5% da força de trabalho, o nível mais alto em 14 anos, e todos os indicadores revelam que continuará subindo. EFE jab/ab/db

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