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Gás fica mais caro para usuários em São Paulo

BRASÍLIA - Antes de autorizar um aumento extraordinário para o preço do gás no Estado - de 12% em média para consumidores industriais e comerciais -, o governo paulista procurou o governo federal, na tentativa de evitá-lo ou, pelo menos, minimizá-lo. Em carta datada do último dia 15, a secretária estadual de Energia, Dilma Pena, pediu ao ministro da mesma pasta, Edison Lobão, mudanças nas regras de reajuste adotadas pela Petrobras para o gás vendido às distribuidoras.

Valor Online |

" O governo federal precisa estabelecer uma política de precificação do gás. Isso não pode ficar só na mão da Petrobras " , defendeu ela, ontem, em entrevista ao Valor, confirmando o envio da correspondência ao ministro.

Segundo a secretária, a incompatibilidade entre as regras adotadas pela Petrobras e aquelas permitidas para os reajustes das concessionárias em relação aos consumidores finais gerou uma situação insustentável. Só na Comgás, o desequilíbrio econômico-financeiro gerado pela diferença de reajustes chega a R$ 416 milhões, acrescenta ela.

A diferença de periodicidade é um dos problemas. Por isso, ela pede que, em vez de trimestrais, os reajustes a Petrobrás passem as ser anuais, como são os das distribuidoras. Dilma Pena também pediu ao ministro a antecipação, de maio de 2009 para dezembro de 2008, de uma das referências adotadas para o reajuste, que é o preço internacional do petróleo. A Petrobras pratica seus reajustes olhando para o preço de seis meses antes. Portanto, ainda não está levando em conta a vertiginosa queda que houve no preço do barril após o agravamento da crise financeira, em setembro.

O Ministério das Minas e Energia informou que Edison Lobão ainda vai responder formalmente à secretária, mas antecipou que o orgão não tem competência legal para interferir nos preços cobrado das distribuidoras pela Petrobras. " Essa é uma questão a ser vista direto com a Petrobras " , informou a assessoria do ministro.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) manifestou-se contrariamento ao aumento dos preços do gás, argumentando que ele virá num momento complicado da economia e demandará medidas compensatórias para alguns setores.

(Mônica Izaguirre | Valor Econômico, com Agência Brasil)

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