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Gás carbônico vai triplicar até 2017

Se por um lado a área ambiental do governo firma compromissos para reduzir as emissões de gás carbônico por meio da queda do desmatamento, do outro o planejamento do setor elétrico prevê mais geração termoelétrica, considerada uma energia mais poluente. Análises de técnicos do próprio governo indicam que as emissões de CO2 dessas novas usinas saltarão dos atuais 14 milhões de toneladas para 39 milhões em 2017.

Agência Estado |

A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, senadora pelo PT do Acre, está preocupada com as projeções do governo de aumentar a produção de energia em usinas termoelétricas, principalmente as movidas a óleo combustível. "Estamos na contramão da Europa e do que deverá acontecer nos Estados Unidos com a posse do Barack Obama", disse.

No dia 23 do mês passado, o Ministério de Minas e Energia divulgou a nova versão do Plano Decenal de Expansão da Energia, que traça as metas do governo para o setor no período 2008-2017. O documento projeta que a capacidade total de geração do país terá de saltar dos atuais 99,7 mil megawatts (MW) para cerca de 154,7 mil MW em 2017. Desse acréscimo, cerca de 20,8 mil MW deverão ser gerados em usinas termoelétricas de diversos tipos, como nuclear, a gás, carvão, diesel, óleo combustível ou biomassa.

Chama a atenção a previsão do governo para a produção de energia em usinas movidas a óleo combustível - mais caras e poluentes. Ao todo, cerca de 40 novas térmicas desse tipo deverão entrar em operação até 2017.

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, diz que as termoelétricas listadas no Plano Decenal são tão-somente aquelas que já negociaram contratos nos leilões de energia do governo. Ou seja, não são mera previsão, são um fato. "Não estamos planejando fazer mais térmicas do que aquelas que já negociaram contratos. E essas usinas só venderam sua energia porque as novas hidrelétricas (mais limpas) não puderam ir a leilão porque não tinham licença ambiental."

A ex-ministra Marina Silva não concorda com a análise de que a expansão das térmicas decorre da demora, por parte da área ambiental, na liberação de novas hidrelétricas. "Isso é fazer o meio ambiente de bode expiatório. As usinas do Madeira (Santo Antônio e Jirau,em Rondônia) já foram liberadas. E diziam, antes, que essas usinas tinham de sair para evitar o crescimento das térmicas", argumentou.

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