O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse nesta quarta-feira que vai priorizar a tramitação e aprovação das medidas provisórias (MPs) 442 e 443, ambas editadas na tentativa de minimizar os impactos da crise internacional. A primeira visa dar liquidez aos bancos, a segunda autoriza que os bancos públicos, como a Caixa e o do Brasil possam comprar instituições financeiras privadas.

"Vou dar prioridade às duas MP's, pois se trata de enfrentar a crise", disse.

O presidente também pediu cautela à oposição, que vem criticando a 442 e, apesar da edição da 443 nesta manhã, se transformou em alvo de reclamações. "O oposição tem que ser vigiante, mas tem que ter certa cautela. Até nos Estados Unidos os candidatos [à presidência, Barack Obama e John Mcain] deram as mãos quando aprovou o pacote [anticrise]".

O mesmo sentimento foi pedido por Garibaldi à oposição nacional. Questionado se era hora de dar as mãos, ele respondeu que sim. "A crise é maior que nossas diferenças partidárias. Ou enfrentaremos [a crise] unidos ou teremos consequências", disse.

MP's

Apesar de ter criticado, pela manhã, no Palácio do Planalto, a edição de medidas provisórias, comparando-as ao Decreto Lei da época da ditadura, Garibaldi disse que a crise internacional justifica as MP's 442 e 443.

"As MP's se justificam em horas como essa", disse.

Ele ainda disse concordar com a possibilidade do dinheiro público ser usado para a aquisição de bancos que estão em dificuldade devido à crise internacional. "Estamos seguindo o receituário [internacional] (...) Haverá contrapartida acionária".

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