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Readaptada pelo governo em 2005, a garantia estendida às linhas de eletrodomésticos e eletroportáteis, antes oferecida por prestadoras de serviço, passou a ser vinculada a empresas de seguros. Desde então, o faturamento das empresas que oferecem esse serviço tem crescido fortemente.

Na outra ponta, o consumidor hoje dificilmente sai de uma loja com um eletrodoméstico nas mãos sem receber uma oferta para aumentar a garantia de seu produto. No ano passado, segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), a movimentação desses seguros chegou a R$ 1,2 bilhão.

Essa movimentação tem chamado a atenção de muitas seguradoras. É o caso da americana Assurant Solutions, que obteve quase metade de seu faturamento de R$ 230 milhões em 2009 com a venda de seguros de garantia estendida. A média de valor de cada apólice da empresa, que mantém parcerias com as redes varejistas Ricardo Eletro, de Minas Gerais, e Insinuante, da Bahia, é de R$ 9.

"A conquista de rendas das classes C e D levou a um número maior de pessoas preocupadas em proteger mais os seus bens", afirma Ricardo Fiuza, presidente da Assurant no Brasil. Segundo Fiuza, uma das atrações da garantia estendida é a troca assegurada para produtos no valor inferior a R$ 300,00. "Não vale a pena consertar esse tipo de produto."
Graças às parcerias com o varejo, as seguradoras que trabalham com a garantia estendida beneficiam-se da existência de um canal de distribuição bem estabelecido. "Conseguimos atingir um público que dificilmente alcançaríamos em outras circunstâncias, como pessoas que não têm conta bancária", diz Valmir Alves da Silva, diretor de negócios massificados da espanhola Mapfre.

Embora a garantia estendida ainda não seja o principal produto da Mapfre, o segmento já representa um valor significativo em seus negócios, representando R$ 100 milhões dos R$ 4 bilhões segurados em 2009. Em 2010, a Mapfre prevê um volume de R$ 150 milhões nessa modalidade.

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