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Ganhos da Ford vão ficar no país

Mesmo com a crise que afeta a matriz, o comando da Ford nos Estados Unidos autorizou a filial brasileira a reverter seus ganhos no País em aportes locais. A matriz vai gerar meios para administrar suas turbulências e nós vamos usar nossos recursos para nossas dívidas e investimentos, disse ontem o presidente da Ford do Brasil e Mercosul, Marcos de Oliveira.

Agência Estado |

O executivo afirmou que a subsidiária brasileira, terceira maior em vendas no grupo, tem feito remessas para a matriz, "mas sem atrapalhar a habilidade de atuar localmente". No ano, até setembro, a Ford teve prejuízo global de US$ 3,78 bilhões. Na América do Sul, registrou lucro de US$ 1,12 bilhão. O Brasil representa mais de 60% dos negócios na região.

Entre 2007 e 2011, o grupo prevê investimentos de R$ 3,4 bilhões no Brasil. Por enquanto, o único projeto postergado é o de US$ 36 milhões para a criação do segundo turno de trabalho na fábrica de caminhões em São Bernardo do Campo (SP), que deveria entrar em operação em janeiro. "Decidimos aguardar mais um pouco", afirmou Oliveira. Ele confirmou, porém, seis novos carros para 2009, todos com lançamentos a partir do segundo trimestre.

O presidente da Ford não quis fazer prognósticos para 2009, mas afirmou que gostaria, pelo menos, que fosse igual a 2008. O setor deve encerrar o ano com vendas de 2,8 milhões de veículos, resultado recorde ainda que 200 mil unidades abaixo do projetado antes da crise. As vendas da Ford vão crescer entre 10% e 12% em relação a 2007, ante previsão anterior de aumento de 14% a 15%.

O orçamento do grupo para o próximo ano, que deveria ser fechado entre outubro e novembro, ficou para a segunda quinzena de dezembro. "Até lá, esperamos ter melhor clareza do mercado", disse Oliveira. "Nunca vi esse nível de incerteza nos prognósticos". Normalmente, informou ele, o setor tem uma faixa de variação para as projeções do ano seguinte.

"Neste ano, há todos os cenários possíveis. Tem gente achando que será igual a 2008, outros que será pior e há quem ache que será melhor." Segundo ele, já houve melhora de vendas na última semana de novembro e na primeira de dezembro.

Com quatro fábricas no Brasil (duas de automóveis, uma de caminhões e outra de motores), a Ford dará férias coletivas a todos os funcionários nesse fim de ano para reduzir estoques. Oliveira disse que, por enquanto, não há previsões de corte de pessoal. "Demissão é a última palavra no nosso vocabulário."

O executivo admitiu que o primeiro trimestre será mais conservador em termos de produção, mas aposta em desenvolvimento positivo do mercado a partir do segundo trimestre. Para o País, ele projeta um crescimento de 2% a 3% no PIB.

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