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A companhia petrolífera portuguesa Galp investirá, no mínimo, 11 bilhões de euros (US$ 15 bilhões) na Bacia de Santos ao longo de 15 anos. A cifra foi informada pelo presidente-executivo da Galp, Ferreira de Oliveira, ao jornal português Diário Econômico (http://diarioeconomico.

com/). “Na Bacia de Santos serão investidos no total entre 110 e 145 bilhões de euros (US$ 150 bilhões a US$ 200 bilhões), sendo que 9% desse valor será investido pela Galp”, declarou o executivo.

"As contas são feitas por baixo e por valores padronizados e que por isso não correspondem a um plano concreto”, ressalvou. Ele se baseou numa estimativa de 15 bilhões de barris para as reservas da Bacia, cerca de metade do valor previsto para todo o pré-sal, a um custo de produção de US$ 10 a US$ 15 o barril. "Baseamo-nos em metade do valor estimado, porque são valores extremamente altos, por isso temos que ser algo conservadores, uma vez que não existem números concretos.”

Segundo o Diário Econômico, o cálculo considerou a participação da empresa em cada um dos quatro blocos em que está presente (BMS-11, onde se localizam as reservas confirmadas de Tupi e Iara, BMS-8, BMS-21 e BMS-24). Oliveira destacou ao jornal "que a Galp vai participar numa das maiores obras de engenharia em nível mundial, o que constitui uma oportunidade única”. Especialistas ouvidos pelo Diário, no entanto, consideraram otimista a estimativa para o custo de produção, de US$ 10 a US$ 15 o barril, "já que a maior parte das reservas identificadas se situa em águas ultraprofundas, na ordem dos sete mil metros abaixo do nível do mar". O jornal lembrou que a exploração em alto-mar "concentra-se atualmente em águas profundas, com custos que variam entre os US$ 10 a US$ 11, já incluindo regiões inóspitas como a Sibéria."

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