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Gafisa vai manter modelo de negócio da Tenda

O presidente da Gafisa, Wilson Amaral, disse ontem que o formato utilizado pela Tenda - cujo controle foi comprado pela Gafisa - de execução das obras dos empreendimentos por construtoras franqueadas será mantido, mas que haverá supervisão pela construtora da Gafisa. As vendas dos produtos da Tenda por meio de lojas também terão continuidade.

Agência Estado |

"Acredito que o modelo da Tenda é vencedor para acessar a baixa renda. Não faríamos a operação para alterar um modelo que está funcionando bem", disse o executivo, em teleconferência com analistas e executivos.

A Gafisa anunciou na segunda-feira que estava assumindo 60% das ações da Tenda, e que uniria as operações da Tenda e da Fit, seu braço nos imóveis populares. Ontem, Amaral afirmou que a intenção do negócio é modificar o mínimo possível o modelo adotado pela Tenda. Segundo ele, a Gafisa vai possibilitar que a nova companhia composta por Tenda e Fit fortaleça a administração, acelere a execução e a entrega das obras, tenha sólida posição de caixa, melhore o acesso ao capital, tenha potencial de aumento da liquidez e reavaliação das ações.

"A Tenda terá maior alcance geográfico e um dos maiores bancos de terreno para a baixa renda no Brasil", disse Amaral. O banco de terrenos da Tenda, que somava Valor Global de Vendas (VGV) potencial de R$ 7,6 bilhões em 30 de junho, passará para R$ 9,1 bilhões com o estoque de terrenos que a Fit possuía na mesma data.

A Gafisa conversará com a Odebrecht, sua sócia na empresa Bairro Novo, sobre a aquisição de participação da Tenda. "Vamos fazer isso nas próximas semanas", disse Amaral. A Bairro Novo desenvolve empreendimentos em larga escala para a baixa renda em áreas ainda sem infra-estrutura. Já a Tenda e a Fit Residencial desenvolvem projetos em regiões periféricas, mas urbanizadas. O preço das unidades da Fit varia entre R$ 80 mil e R$ 200 mil, enquanto o dos produtos da Tenda fica entre R$ 60 mil e R$ 90 mil. "O consumidor alvo das duas empresas é complementar", disse ele.

De acordo com Amaral, as metas para a empresa formada pela Tenda e pela Fit Residencial serão definidas nos próximos dois meses. "Os próximos 60 dias serão cruciais na elaboração de guidances. Em um ou dois meses, estaremos mais preparados para falar de 2009", disse. Será feito planejamento para os próximos cinco anos para todas as empresas do grupo.

A Gafisa, que chegou a discutir a abertura de capital da Fit, reiterou ontem que a operação com a Tenda não foi oportunista e não ocorreu em função da queda dos papéis da empresa, acentuada na última semana. Segundo a companhia, seria difícil justificar a operação para o mercado se as ações da Tenda caíssem ainda mais.

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