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Gabrielli: pré-sal é viável no preço atual do petróleo

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou hoje que o Plano de Investimentos da companhia foi adiado por uma decisão unânime de todos os membros da diretoria e do Conselho. Não houve reprovação do plano, mas sim um consenso.

Agência Estado |

Houve uma necessidade de definir com mais precisão nossos projetos diante das atuais expectativas", disse Gabrielli. Segundo ele, a reunião ocorrida na última sexta-feira analisou os investimentos da estatal como um todo - "não houve discussão de projeto a projeto", de maneira genérica.

Apenas os projetos ligados ao pré-sal foram detalhados. Ele afirmou que este detalhamento apontou que o desenvolvimento das áreas do pré-sal é viável "nos preços atuais". Indagado em entrevista coletiva se ele considerava como preços atuais o valor da última sexta-feira, de US$ 34 o barril, ele corrigiu: "Não, estamos falando de valores de US$ 40 a US$ 50", afirmou.

O presidente, acompanhado de toda a diretoria da empresa, em café da manhã com jornalistas, também analisou a situação que antecedeu a decisão de adiar novamente a aprovação do plano - desta vez para a próxima reunião do Conselho em janeiro. Ele lembrou que, antes da crise, a Petrobras enviou ao Congresso Nacional o Orçamento Anual de Investimentos (OAI) no valor de R$ 72 bilhões para 2009, ante os R$ 55 bilhões, que serão feitos até o final deste ano. "Isso foi antes da crise. E está passando por revisão. Não está nem aprovado no Congresso", disse.

Sobre a crise financeira mundial especificamente, ele comentou "sabíamos que o preço do barril de petróleo iria cair, mas não imaginávamos que seria tanto", disse. Ele comentou também que a empresa foi surpreendida com a inversão da relação entre Brent e WTI. A Petrobras tradicionalmente se baseia no Brent para seus projetos, que tradicionalmente está menor do que o WTI. "Surpreendentemente houve esta inversão de sinais e hoje o Brent está maior. Isso tem que ser levado em conta num plano de negócios, que não avalia apenas os investimentos para o próximo ano", comentou.

Indagado sobre a ingerência política sobre a decisão do plano de investimentos da companhia, Gabrielli lembrou que a "questão política é inevitável na indústria de petróleo no mundo todo". Especificamente sobre o Brasil, o executivo lembrou que "montar e manter uma empresa que vai criar serviços, investimentos e oportunidades" é essencial para o País.

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