O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, disse hoje que a crise financeira internacional ainda não chegou a nos afetar diretamente. Ele observou que o mercado de crédito está se contraindo, mas avaliou que os projetos que têm sustentabilidade sempre encontrarão financiamento.

Mesmo que a oferta de crédito fique menor, o executivo avaliou que os projetos da Petrobras são "bons e poderemos conseguir financiamento".

Gabrielli participou hoje do batismo da plataforma P-53 da Petrobras em Rio Grande (RS). Após a saída da P-53 da área do Porto Novo, a próxima encomenda a ser executada em Rio Grande será da P-55. A diretoria da estatal aprovou o principal contrato para integração do casco e módulos da P-55 com o consórcio Top-55, integrado pela Queiroz Galvão, Iesa Engenharia e UTC, no valor de US$ 845 milhões. A plataforma terá custo de aproximadamente US$ 1,65 bilhão, segundo a Petrobras.

A P-55 será instalada no campo de Roncador, na Bacia de Campos, e terá capacidade de produzir 180 mil barris diários de petróleo e comprimir 6 milhões de metros cúbicos de gás. Ela estará conectada a 11 poços produtores de petróleo e a sete poços injetores de água. O começo da operação está previsto para 2011. O casco começou a ser construído em agosto em Suape (PE), pelo Estaleiro Atlântico Sul.

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