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Gabrielli: #145;não há crise na Petrobrás #146;

O presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, classificou ontem de irresponsáveis e políticas as denúncias sobre problemas de caixa da companhia, feitas na semana passada pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Em entrevista durante evento da Federação Única dos Petroleiros (FUP), em São Paulo, o executivo negou que a estatal passe por dificuldades financeiras e afirmou que o empréstimo de R$ 2 bilhões tomado da Caixa Econômica Federal foi regular.

Agência Estado |

"Eu queria chamar a atenção para a irresponsabilidade de tentar caracterizar como excepcional uma operação que é absolutamente trivial, que foi anunciada quando divulgamos nosso resultado, em 11 de novembro, que é uma operação que não tem relevância", afirmou. "E, se fosse verdade, aí sim é que não se deveria fazer esse escândalo. Se estivéssemos em situação dramática, nós quebraríamos e a irresponsabilidade seria ainda maior."

Gabrielli, que falou ao lado do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), deve ir ao Senado na quinta-feira explicar a operação, atendendo ao pedido da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Tasso disse que o empréstimo da Caixa foi um socorro à Petrobrás, que estaria com graves problemas de caixa. Foi a primeira vez que a companhia recorreu ao banco estatal, alegando dificuldades momentâneas para obter empréstimo no mercado externo.

"É preciso, em primeiro lugar, perceber que qualquer empresa, particularmente uma empresa do tamanho da Petrobrás, funciona com fluxo de caixa, que vem das suas atividades operacionais, e com os fluxos que ela obtém de atividades de empréstimos", disse Gabrielli. A diferença de outras empresas, destacou, é que a Petrobrás, no que se referia a acesso ao mercado bancário, estava impedida de tomar empréstimos de bancos nacionais.

"A Petrobrás estava dentro dos limites de empréstimos impostos ao setor público como um todo. Portanto, ela fazia essas operações no mercado internacional cotidianamente, trivialmente, normalmente, rotineiramente." Em outubro, a estatal foi autorizada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) a voltar a captar no País, decisão considerada por Gabrielli "absolutamente correta, considerando a solidez do sistema financeiro brasileiro e a capacidade do País de responder otimamente a esse cenário".

O executivo criticou ainda as denúncias de que a Petrobrás teria atrasado o pagamento de fornecedores. "Eu quero negar veementemente as insinuações de que estamos em crise financeira. O que é importante ficar muito claro é que a Petrobrás não está em crise de caixa."

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