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G-8 pode se reunir nos próximos dias para discutir crise

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, pediu que os líderes do G-8 (grupo dos sete países mais desenvolvidos do mundo e a Rússia) se reúnam nos próximos dias para discutir o aprofundamento da crise financeira global, disse o porta-voz do governo francês, Luc Chatel. A França ocupa atualmente a presidência rotatória da União Européia.

Agência Estado |

O encontro envolveria autoridades econômicas. A data e local do encontro não estão definidos, mas no final de semana está agendado um encontro em Paris, preparatório da reunião regular do G-7 de outubro em Washington. Para esta reunião preparatória do fim de semana não está prevista a presença de autoridades econômicas.

"O presidente fez contato com alguns de seus colegas europeus e internacionais. Seu objetivo é manter conversações com os diferentes membros do G-8, que podem se reunir nos próximos dias", afirmou Chatel. Ele também afirmou que o local e data do encontro ainda serão definidos.

Chatel afirmou que no encontro estariam presentes autoridades responsáveis pela economia, assim como o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, e o presidente do Eurogroup, Jean-Claude Juncker. O Eurogroup é composto por países que utilizam o euro como moeda.

Paralelamente, em entrevista na rádio francesa no começo do dia, Juncker afirmou que um encontro preparatório acontecerá em Paris para o encontro regular de outubro do G-8, em Washington. A idéia é preparar uma resposta comum para a crise, afirmou.

"Apoio a iniciativa do presidente Sarkozy de assumir a liderança e aplicar um mecanismo para esfriar a crise financeira", disse, acrescentando que levará meses para que se possa dizer que a crise passou. Até lá, os governos europeus estão optando por dar apoio aos bancos que possam ter problemas, afirmou.

A chanceler alemã, Angela Merkel, deve comparecer ao encontro de Paris no final de semana, segundo informação de um porta-voz do governo alemão, Thomas Steg. Ele disse que o encontro acontecerá na tarde de sábado em Paris. Steg confirmou que além de Juncker e Trichet, chefes de Estado da França, Alemanha, Itália e Reino Unido deverão comparecer e que não está planejada a presença de ministros das Finanças. O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, irá comparecer ao encontro proposto sábado, disse uma fonte do governo italiano.

Uma das idéias que circulam como uma resposta européia à crise veio do presidente da Comissão Européia, Jose Manuel Barroso, indicando que a União Européia precisa reorganizar seu sistema de garantia de depósitos bancários para ganhar mais consistência nas 27 Nações do bloco.

Atualmente, os planos de garantir depósitos são administrados pelas agências nacionais e por leis que variam em sua aplicação e na proteção de poupança.

O secretário-geral da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Angel Gurria, defendeu um pacote semelhante ao dos EUA. "Considerando a exposição das instituições financeiras européias, devemos começar a pensar em um plano sistêmico para a Europa se as coisas não melhorarem no outro lado do Atlântico". As informações são da Dow Jones.

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