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G-8 acrescenta pouco ao debate

Sem propostas efetivas para abrandar o aquecimento global, evitar uma escalada inflacionária e uma crise sem precedentes na área de alimentos e energia, a reunião de cúpula das sete maiores economias e da Rússia, o G-8, terminou ontem com um superávit de atropelos e contradições e com um estoque de documentos que muito pouco acrescentou aos debates sobre desafios atuais. A pior gafe partiu da Casa Branca, que descreveu o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, como líder controverso e amador em política numa biografia sucinta distribuída aos jornalistas que acompanharam a viagem do presidente dos Estados Unidos, George W.

Agência Estado |

Bush. Alarmados pela reação do governo italiano, na terça-feira, os EUA pediram desculpas, por meio de comunicado oficial.

No auge do verão, o encontro deste ano reuniu 22 chefes de Estado, incluindo os convidados, numa estação de esqui às margens do lago Toya, na ilha de Hokkaido, a mais meridional do Japão. O local atendeu à obsessão do G-8 - grupo composto por Japão, EUA, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Rússia - por segurança e distância das manifestações de organizações não-governamentais e da imprensa mundial.

Os protestos ficaram restritos a cidades a mais de 100 quilômetros da estação de esqui, protegida por 20 mil policiais. Os jornalistas, por sua vez, foram "acolhidos" em um prédio ecologicamente correto - a 40 quilômetros do hotel onde ocorreram as reuniões, percorridos em ônibus reservados. Cuidadosamente, o governo japonês tudo fez para evitar o contato da imprensa com as delegações e, mais ainda, com os chefes de Estado. Ontem, para acompanhar os encontros bilaterais, jornalistas acabaram confinados numa tenda branca ao lado do resort. A imprensa apenas se aproximou dos líderes em raros momentos, depois de escoltada pelos subterrâneos do hotel.

No momento da foto oficial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu o ritual já conhecido de deixar os colegas à espera. Mas foi recebido com um gesto simpático do presidente francês, Nicolas Sarkozy.

Pás

Debaixo de chuva, o encontro do G-8 foi aberto na noite de segunda-feira com fogos de artifício, danças tradicionais e chefes de Estado abrigados por guarda-chuvas. Logo depois, os líderes do G-8 tiraram os sapatos e se sentaram em tatames para serem servidos com carne de cordeiro e caranguejo, champanhe francês, saquê, caviar e salmão defumado, enquanto discutiam os impactos da alta dos preços dos alimentos e do petróleo na cesta básica das famílias que vivem nos países mais pobres.

No dia seguinte, no jardim da estação de esqui, os líderes do G-8 foram convidados a plantar três árvores e, desajeitados, expuseram a falta de habilidade com as pás. Horas antes, seus negociadores haviam concluído que o G-8 não adotaria, neste momento, a meta de corte de 50% nas emissões de gases do efeito estufa até 2050.

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