O primeiro-ministro do Japão, Yasuo Fukuda, disse nesta terça-feira que as maiores economias industrializadas do mundo aceitaram reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa em 50% até 2050. O acordo foi anunciado durante o segundo dia de reunião da cúpula anual do G8, no Japão.

Segundo Fukuda, o grupo pediu para alguns países, em particular, o estabelecimento de metas de médio prazo para diminuir as emissões dos gases responsáveis pelo aquecimento global

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Durante o encontro, os líderes do G8 expressaram também "forte preocupação" sobre a ameaça que a alta dos preços dos alimentos e do petróleo representa para a economia mundial. Eles destacaram que a capacidade de produção e refinamento de petróleo precisa ser ampliada para diminuir os preços do petróleo cru. Os governantes pediram esforços adicionais para aumentar a eficiência energética e diversificar as fontes de energia.

Alguns líderes ressaltaram a necessidade de cooperação entre as nações ricas e os países em desenvolvimento no que diz respeito ao câmbio estrangeiro. Segundo eles, as taxas de câmbio, os mercados financeiros em geral e os preços dos recursos naturais estão "muito relacionados" e medidas estruturais de longo prazo podem ser necessárias para combater os problemas nessas áreas.

O grupo concordou também em concentrar esforços para finalizar com sucesso a Rodada Doha na Organização Mundial do Comércio (OMC), informou a agência Kyodo News, citando autoridades japonesas.
Inclusão do Brasil
EUA e Japão rejeitam entrada de emergentes no G8 . Por outro lado, uma pesquisa realizada pelo instituto de pesquisas políticas Brookings Institution, de Washington, revelou que 63% das autoridades de 16 países são a favor de uma versão ampliada do G8 , com a inclusão de Brasil, Índia, China, África do Sul e México.
A enquete também aponta que 85% dos consultados acreditam que o mundo precisa de ''um mecanismo que atue como um guia global'', mas que ''apenas 15% acreditam que o G8 esteja desempenhando esta tarefa''.
Na pesquisa, foram ouvidas 76 autoridades governamentais e especialistas de 16 países de economias desenvolvidas e emergentes, entre eles Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Grã-Bretanha, França, Argentina, Rússia e China.
O que é o G8
O poderoso clube de países reunido em Hokkaido foi criado em 1975, após a crise do petróleo, com seis membros. No ano seguinte o Canadá foi incorporado e, em 1997, a Rússia. Na época, as oito nações acumulavam 65% do PIB mundial.

Atualmente, o grupo representa 58% do PIB mundial, e é responsável por 60% das emissões de gases que produzem o efeito estufa.
Esta é a maior cúpula do G8 desde 1975, pois receberá até quarta-feira líderes de 22 países: seus oito membros, sete economias emergentes e sete nações pobres, que querem que os mais ricos mantenham suas promessas de ajuda ao desenvolvimento.
Com informações das agências Estado, EFE, BBC e AFP
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