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G7 defende nova ordem econômica que conviva com capitalismo

Fernando Á. Busca.

EFE |

Roma, 14 fev (EFE).- A cúpula dos ministros de Economia do Grupo dos Sete (G7, as sete nações mais ricas do mundo) terminou hoje com um apelo da Presidência italiana à criação de "novas regras" que deem lugar a "uma nova ordem econômica mundial" que conviva com o sistema capitalista.

A reunião, que insistiu na necessidade de eliminar as falhas no sistema bancário internacional, terminou com a sugestão de criação de um novo sistema legal partilhado por todos os países que impeça uma crise econômica como a atual.

O comunicado final da reunião também menciona como uma de suas prioridades impedir as "medidas protecionistas" para que não surjam novas barreiras ao comércio internacional, e pede uma "rápida e ambiciosa conclusão" da Rodada de Desenvolvimento de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC).

A discussão sobre o protecionismo tinha voltado à tona durante a semana por causa da cláusula "buy american", que estimulava a compra de produtos americanos e que inicialmente tinha sido incluída no plano de estímulo do Governo de Barack Obama, antes de ser eliminada da versão aprovada na sexta-feira pelo Congresso dos Estados Unidos.

O novo secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, que compareceu à sua primeira reunião do G7, não deu mais detalhes sobre o plano de estímulo financeiro, mas destacou a "velocidade" com a qual a Administração de Obama tomou decisões para conter a crise.

No pronunciamento, Geithner também se referiu a "regras globais mais fortes", já que a falta de regulação dos mercados financeiros nos EUA foi a origem da crise econômica.

Embora os líderes presentes no encontro não tenham especificado no que consistirão essas regras, o comunicado final destaca que, em quatro meses, será apresentado um conjunto de "princípios comuns" sobre a "propriedade, a integridade e a transparência" da atividade econômica e financeira internacional.

Estas regras serão harmonizadas com os princípios da economia de mercado, mas terão como objetivo fazer um acompanhamento mais rígido das operações financeiras internacionais.

O G7, que inclui EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá, fez referência reiteradamente à necessidade de coordenar suas políticas com outros fóruns, como o Grupo dos Vinte (G20, que abrange os países mais ricos e principais emergentes).

As nações desenvolvidas não especificaram de que forma as "novas regras" que desejam implementar para regular a economia no futuro serão coordenadas com os países em desenvolvimento, mas destacaram a necessidade de "um ambiente partilhado" com o G20, que se reunirá em abril.

Geithner afirmou que "todos os países" devem comprometer-se com o "comércio aberto" e com "políticas de investimento" essenciais para "o crescimento econômico e a prosperidade".

Além de pactuar novas regras, os países mais industrializados coincidiram em que agora os planos de estímulo com "gasto público" e "cortes fiscais" são necessários para enfrentar a crise.

No entanto, tanto a Presidência do G7 como o próprio Geithner ressaltaram a necessidade da "sustentabilidade" das contas públicas no futuro a "médio prazo" para que não volte a haver desequilíbrios na economia mundial que originaram a situação atual.

Entre as medidas concretas discutidas para revitalizar a economia global, o G7 sugeriu a reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI), com "mais recursos" para "responder" de maneira efetiva e flexível à crise econômica.

O comunicado final felicita particularmente a China, por ter adotado medidas fiscais e por ter iniciado uma evolução rumo a uma taxa de câmbio mais flexível entre sua divisa, o iuane, e as outras grandes moedas, como o dólar ou o euro.

O G7 ressaltou a importância de um mercado de divisas "estável", já que as grandes mudanças na taxa de câmbio experimentadas recentemente têm "implicações negativas para a estabilidade econômica e financeira". EFE fab/db

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