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G-7 compromete-se em retomar rodada Doha

O grupo dos sete países mais desenvolvidos do mundo comprometeu-se em evitar medidas protecionistas e em tentar garantir que as políticas tomadas para combater a recessão não prejudiquem outras economias. No comunicado divulgado após o encerramento do encontro de dois dias do grupo em Roma, hoje, os Ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais das maiores economias do mundo prometeram retomar as negociações da rodada Doha de livre comércio, destacaram a necessidade de reforma do sistema financeiro global e de retomada do fluxo de capital para as economias emergentes e em desenvolvimento.

Agência Estado |

O G-7 também concordou em estabelecer princípios para nortear as iniciativas de política fiscal de cada um dos países do grupo. Os sete países membros do G-7 são os Estados Unidos, a Alemanha, o Reino Unido, o Japão, a França e Itália e o Canadá. O encontro foi iniciado ontem, durante um jantar.

"O G-7 permanece comprometido em evitar medidas protecionistas, que apenas acentuariam a desaceleração, para que não haja a criação de novas barreiras e em trabalhar em direção a uma rápida e ambiciosa conclusão da rodada Doha", de comércio, diz o comunicado.

A França, que está sendo criticada por seu programa de ajuda às montadoras, voltou a defender-se. "O plano para a indústria automotiva não é protecionista", disse a ministra das Finanças do pais, Christine Lagarde.

O comunicado do G-7 disse que a estabilização da economia mundial e do sistema financeiro global é a maior prioridade do grupo e que os países trabalharão juntos, utilizando um amplo número de instrumentos, para atingir tais objetivos. Os membros do G-7 disseram ainda que tomarão novas medidas para recuperar a confiança, mas que a resposta dada até o momento à crise financeira global tem sido rápida e vigorosa e que o resultado aparecerá ao longo do tempo.

O G-7 destacou a necessidade de reforma do sistema financeiro global, para corrigir pontos fracos que ficaram evidentes ao longo da crise. O grupo voltou a falar sobre a necessidade de dar suporte aos países emergentes e em desenvolvimento, para que tenham acesso ao crédito e ao financiamento para o comércio, para a retomada do fluxo de capital, acrescentando um compromisso de "explorar urgentemente" maneiras de melhorar tal assistência.

O comunicado destaca ainda os esforços feitos pela China para permitir que a cotação de sua moeda oscile com maior flexibilidade. "Consideramos bem-vinda e apreciamos a pronta resposta macroeconômica de outros países pelo mundo. Em particular, apreciamos as medidas fiscais da China e seu contínuo compromisso em tornar sua taxa de câmbio mais flexível, o que deverá levar a uma contínua apreciação do yuan, em termos efetivos, e ajudar a promover um crescimento mais equilibrado da China e das economias mundiais", diz o comunicado.

O G-7 também concordou em estabelecer princípios que deveriam ser aplicados às iniciativas de política fiscal de cada um dos países do grupo. Os Ministros das Finanças disseram que os pacotes de estímulo deveriam ser executados rapidamente e incluir um mix apropriado de gastos elevados, cortes de impostos para alimentar a demanda doméstica e a criação de empregos. As medidas aplicadas deveriam também ser direcionadas aos pontos fracos estruturais de cada economia, de modo a favorecer o crescimento no longo prazo. Entretanto, diz o comunicado, as medidas de estímulo fiscal devem "ser consistentes com a sustentabilidade fiscal no médio prazo" e temporárias. As informações são da Dow Jones.

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