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São Paulo, 7 nov (EFE).- O G20, que até domingo discutirá a ucrise financeira internacional, nasceu em Berlim, em dezembro de 1999, como um fórum informal para promover o diálogo entre países avançados e emergentes sobre assuntos como o crescimento econômico e a estabilidade do sistema financeiro.

O grupo surgiu como uma resposta às crises financeiras surgidas na década de 90 em várias regiões do mundo, e para sua composição foram convidados, além das nações desenvolvidas, reunidas no G7 (Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Japão e Canadá), países emergentes com peso na economia mundial.

Desse segundo grupo, fazem parte Brasil, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, China, Coréia do Sul, Índia, Indonésia, México, Rússia, Turquia e África do Sul, além da União Européia (representada como bloco).

Ao todo, os países do G20 representam cerca de 90% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, 80% do comércio internacional e dois terços da população do planeta.

A presidência do grupo é rotativa e este ano está sendo exercida pelo Brasil, que a entregará ao Reino Unido no fim do ano.

Esse sistema de rodízio foi pensado para evitar que a presidência do G20 seja ocupada em anos sucessivos por países de uma mesma região geográfica.

O G20 tem nível ministerial, já que de suas reuniões anuais participam os ministros de Finanças e os presidentes dos bancos centrais de seus países-membros.

No entanto, a conjuntura internacional levou os EUA, com o consentimento do Brasil, a convocar uma cúpula de chefes de Estado e de Governo, a qual acontecerá em Washington no próximo dia 15.

No caso da UE, esta costuma ser representada pelo ministro de Finanças do país à frente da Presidência semestral do bloco e pelo presidente do Banco Central Europeu (BCE).

Para uma maior sintonia com os organismos multilaterais, as reuniões do G20 também são acompanhadas pelo diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), pelo presidente do Banco Mundial e por representantes de outras entidades.

Desde a sua criação, o G20 apoiou o crescimento e o desenvolvimento mundial mediante o fortalecimento da arquitetura financeira internacional e o diálogo sobre políticas nacionais, a cooperação e a reforma dos organismos multilaterais.

O G20 é regido pelo consenso na hora de fazer suas recomendações, embora suas resoluções não sejam submetidas à votação, mas decididas com base em critérios econômicos. EFE joc/sc