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G20 fixará 31 de março como prazo para regulação dos mercados, segundo minuta

Washington, 15 nov (EFE).- Os líderes do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes) devem tratar superficialmente as divergências entre Estados Unidos e Europa para fortalecerem a regulação dos mercados e poderiam estabelecer o prazo de 31 de março para que cada país adote medidas internas.

EFE |

Assim consta em uma das minutas dos governantes que participam da Cúpula dos Mercados Financeiros e da Economia Mundial - realizada hoje em Washington - e que foi vazada para alguns meios de comunicação.

Os participantes do encontro concordam que a gravidade da situação mundial obriga a tomar uma ação determinante e que não podem sair da cúpula com uma simples declaração de intenções.

Por isto, estão decididos a dar uma mensagem de unidade e ação, com medidas concretas para enfrentar a crise, apesar de existirem grandes diferenças dentro do grupo no que se refere à intervenção estatal e à regulação dos mercados.

A União Européia (UE) propõe o endurecimento da regulação, especialmente no que se refere ao funcionamento de fundos de alto risco e às indenizações dos altos diretores, algo que os EUA discordam.

Por isto, a minuta da declaração final da cúpula dá a cada país a opção de escolher suas próprias medidas, mas define o dia 31 de março como prazo máximo para que cada Governo estenda a vigilância dos fundos de alto risco e exerça maior controle sobre as agências de classificação de risco.

Após esta data, fontes da delegação da França afirmam que a cúpula seguinte poderia acontecer em abril ou maio, quando o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, já tiver tomado posse.

Após a cúpula de hoje espera-se que a declaração final apóie os passos que cada um dos países deu para frear a piora da economia, especialmente aqueles que iniciaram planos de estímulo fiscal e medidas monetárias, como cortes nas taxas de juros.

Por enquanto, países do G20 como Reino Unido, Japão, Alemanha e China já puseram em prática ou estão prestes a lançar planos de estímulo à economia.

Nos EUA, esta é uma das prioridades dos democratas, mas não se sabe se serão capazes de levá-las adiante no Congresso antes da posse de Obama, um dos defensores da iniciativa.

Também se espera que o Fundo Monetário Internacional (FMI) saia fortalecido desta cúpula, uma vez que alguns países já propuseram aumentar suas contribuições.

O primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, anunciou que seu Governo fornecerá US$ 100 bilhões ao FMI após a cúpula.

Após a reunião de Washington, o FMI poderia adotar um papel mais ativo de advertência e vigilância, emitindo comunicados periódicos sobre os riscos dos mercados financeiros, de maneira conjunta com o Fórum de Estabilidade Financeira (FSF), que além dos países do Grupo dos Sete (G7) inclui Austrália, Cingapura, Suíça e Holanda.

Outro dos acordos que podem sair da cúpula é o aumento da supervisão dos bancos transnacionais, em fidelidade ao Acordo de Basiléia, que estabeleceram que as normas reguladoras de 1988 e revistas em 2004 não funcionaram.

Segundo a proposta do Reino Unido, seria criada uma rede de supervisores que se encarregaria de vigiar os maiores bancos do mundo, operem onde operem. EFE pgp/wr/fal

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