Depois de se colocar como o centro das decisões financeiras mundiais e autoproclamar que evitou o colapso da economia mundial, o G-20 prepara uma reforma de sua agenda e discute a sua ampliação. A ideia é consolidar-se como uma espécie de diretório mundial.

Hoje, em Ottawa, começam os preparativos para a nova cúpula do G-20.

Além dos 19 países mais a União Europeia (UE), Espanha e Holanda conseguiram ser convidadas para as reuniões do grupo. Outros governos também foram convidados, dependendo dos temas que estavam na agenda.

A grande maioria dos países emergentes é contra a expansão do G-20 para a inclusão de economias ricas. Para muitos, isso fortaleceria a posição dos países mais ricos. Há poucos meses, também no Canadá, o G-7 se reuniu. A mensagem era clara: o grupo não morreu e continuará a tentar influenciar as regras financeiras. No auge da crise, em 2009, o chanceler Celso Amorim declarou que o G-7 estava "morto".

O ex-representante da China para o G-20, He Yafei, admitiu ontem que o número de membros não está definido. "Mas muitos acreditam que o atual número deve ser mantido. O que poderemos ter são convidados, dependendo da agenda", explicou.

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